O Amor Verdadeiro Realmente Existe?

depositphotos_88290508-stock-photo-handsome-groom-kissing-blonde-beautiful.jpg   Logo após eu ter presenteado meu sobrinho com o anel de sua mãe, ele teve sorte e ficou noivo da mulher que amava.

Eu estava na casa do meu irmão tentando encontrá-lo, quando ouço uma voz diferente vindo da biblioteca:

-Muito bem – disse Anthony – foi uma boa ensaboadela! Vejamos… você recebeu cinco mil dólares em dinheiro.

    – Ainda desembolsei mais trezentos –  disse a voz estranha aos ouvidos de Ellen – Fui forçado a ultrapassar um pouco o orçamento. As carroças e tílburis custaram cinco dólares, mas precisei pagar dez pelos carroções e parelhas. Os outros condutores cobraram dez dólares, e alguns  dos carros carregados, vinte. O que ficou mais caro, porém, foram os guardas; paguei cinquenta dólares a dois, e aos demais, vinte e cinco. Mas não funcionou tudo maravilhosamente, Mr. Rockwall? Fiquei satisfeito por William A. Brady não ter assistido a essa pequena cena exterior de congestionamento de veículos.

Não acredito que foi tudo armação! Ele não deveria ter metido o dinheiro, quando o fator principal é o amor…

Quando a maçaneta havia girado, Anthony chamou pelo nome “Kelly”.

– Não viu, na confusão geral, uma espécie de garoto gorduchinho, pelado, armado de arco e flechas, viu?

    – Homessa – “Kelly” disse – Não vi nada. Se era como o senhor diz, com certeza os guardas o teriam apanhado antes de eu chegar.

    – Bem imaginei que o velhaco lá não estaria – Anthony riu – Até logo, Kelly.

Logo após ouvir meu irmão se despedir do convidado, corri o mais rápido até a cozinha para não ser notada. Vejo o tal sujeito, Kelly, ir em direção a porta e vou até a biblioteca ao encontro de meu irmão. Assim que chego no cômodo, vou direto ao assunto:

– E então, agora você admite que foi amor verdadeiro?

– O quê? Como assim? Por que está dizendo isso? – Anthony respondeu.

– Não minta para mim dizendo que não acredita no amor. Eu ouvi você agora há pouco. – Afirmei, com um olhar desconfiado.

– Isso não é justo. Você sempre escuta minhas conversas! – Anthony respondeu forçando uma cara de tristeza.

– Mas por que você pagou para que isso acontecesse? Você realmente achou que eles não fossem ficar juntos? – perguntei parando em sua frente.

– Até o momento, eu achava que o amor poderia ser comprado, mas com as palavras de Kelly, percebi que não era bem assim.

– Há! – eu gritei – Você admitiu! Você acredita no amor verdadeiro!

– É, acho que sim.

Sonho de uma tarde de inverno

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Sempre fui muito impulsiva. Isso me custou muito, mas talvez tenha me proporcionado a melhor parte de toda uma vida.

Tudo começou em uma tarde de inverno, quando vi um homem que aparentava ter cerca de vinte e cinco anos sendo linchado por um grupo de moradores atenienses. Pude perceber que o jovem trajava típicas roupas espartanas. Entendi então o motivo de tal violência: Esparta e Atenas estavam em guerra e aqueles moradores achavam que se tratava de um espião. Espartano ou não, se tratava de uma vida, não podia deixar que aquilo continuasse.

– Saiam de perto do meu irmão! – gritei com toda a força que pude, forçando algumas lágrimas para trazer mais vivacidade a minha atuação repentina – Meu pobre irmão voltava de Esparta para se juntar a nós na guerra e vocês o recebem desta maneira? Por acaso têm alguma prova de que ele é um espião? – o silêncio constrangedor entre eles me foi bastante satisfatório – Pois peçam-lhe desculpas e voltem para suas casas!

Depois da confusão, levei o rapaz até minha casa para cuidar-lhe e saber mais sobre sua história. Disse-me que se chamava Netuno e viera a Atenas em busca de estudo mais avançado. Jurou que não me faria mal algum e pediu ajuda e abrigo, estava completamente perdido na nova cidade. Permiti, contanto que também trabalhasse para suprir a casa.

Com o passar dos meses, tornamo-nos de amigos a namorados, e depois noivos. Foi então que me contou toda a verdade: era de fato um espião. Entretanto, sua honra não o permitia que fizesse qualquer coisa que me prejudicasse. Agora apaixonado, estava disposto a lutar contra qualquer espartano que ousasse nos afastar. Eu podia ver sinceridade em seus olhos, mas era doloroso demais saber que tudo era mentira. Fugi para a floresta, ignorando suas súplicas.

– O que faz aqui, humana? Será que já não basta destruírem nosso lar para dar continuidade a essa guerra inútil? Vocês não são os únicos moradores dessa terra! – gritou com voz potente a pequena fada. Dirigi a ela um olhar profundo e a mesma, comovida, perguntou-me: – Por que está chorando?

Contei toda a minha história, e que não sabia que destruíam a floresta por causa dessa disputa sem fim. Solidária, Titânia, rainha das fadas, se mostrou disposta a uma amizade inusitada, disse que conhecia a verdade por trás das palavras humanas, e eu era uma das poucas que a carregava em tudo o que dizia. Foi somente por isso que não me abandonou quando viu chegar Netuno d’entre as folhas, surpreso ao contemplar o ser mágico.  Pelo contrário, se aliou ao meu noivo em suas incessantes desculpas.

– Só o perdoo por causa de Titânia. – disse um tanto relutante, até que ele me abraçasse e prometesse não mais mentir.

Resolvidos os problemas entre nós dois, fizemo-lo ciente da atrocidade ainda maior que as cidades estavam provocando, pois, além de soldados, muitos animais e criaturas encantadas estavam sendo mortos.

– Conheci um duende certa vez, se chamava Oberon. Há a possibilidade de acabar com a guerra se juntarmos todos esses que estão em perigo nas florestas para lutar? – perguntou Netuno, esperançoso.

– Não trabalho com duendes. – Titânia logo o cortou – Não tem a mínima seriedade.

Houve um longo período de negociação entre nós e Oberon, que havia sido encontrado por meu noivo dois dias depois da conversa com a rainha fada, resultando em uma trégua “em nome do bem maior”, argumentei. Casei-me o mais depressa possível, em segredo, já que parte da cidade achava que Netuno era meu irmão. Depois de incontáveis reuniões bolando estratégias e buscando atrasar a produção de armas e carros de guerra, tínhamos um plano concreto, esperando para ser posto em prática. O que queríamos? Executar um feitiço que iludiria ambas as cidades, fazendo-as pensar que haviam vencido, esquecendo-se dos combates e voltando a suas velhas rotinas.

O grande problema era que demandava energia demais, por isso nem as fadas nem os duendes haviam tentado tal coisa, era possível somente por estarmos aliados. Nosso plano se concretizaria logo, se não fosse um detalhe: eu estava grávida. Netuno não permitiria que eu me esgotasse tanto e pudesse trazer problemas ao bebê. Estava muito enganado ao achar que eu aceitaria isso tão facilmente… O tempo correu muito depressa, completado meu oitavo mês de gravidez, tudo estava pronto para acabar de vez com a guerra.

Certo dia, ao adentrar a floresta, deparei-me com uma cena tão inusitada quanto bela: Titânia e Oberon, antes inimigos, se encaravam, o duende acariciava seu rosto enquanto ela sorria. Há algum tempo eu percebia que a rivalidade se tornava, aos pouquinhos, amor, mas não conseguia deixar de me espantar ao vê-los em tamanha demonstração de carinho. Titânia era destemida, defendia seus amigos com a própria vida, ajudava, era uma verdadeira rainha. Oberon, também rei, governava com cautela, aconselhava a todos, tinha uma personalidade mais tranquila, sempre buscando alegrar e encorajar as pessoas a sua volta.  Tão diferentes e tão compatíveis.

Uma última reunião antecedia a realização do feitiço, foi só então que descobrimos que era necessário entrar no combate para todos das tropas serem encantados. Supliquei a Netuno que não fosse, era arriscado demais, não podia perder meu marido tão amado, mas ele não desistiria, era orgulhoso demais para isso. O que me restava era aproveitar o tempo que tínhamos.

Chegado o dia do confronto, próximos ao campo de batalha, escondidos, esperamos. Os soldados posicionados nas fileiras avançavam, era a hora de agir. Netuno me abraçou forte enquanto eu chorava, e deu-me um beijo longo, tão cheio de amor que por um instante achei que nunca nos separaríamos. Ele foi até o centro do local e depositou uma planta com uma pequena fagulha de fogo, que cresceu até uma fumaça esverdeada, contendo os poderes de todas as fadas e duendes, ervas e tudo mais que conheciam, tomar o ar. A fumaça aturdiu os soldados e os fez largar as armas e pôr a cabeça entre as mãos, fechando os olhos e tossindo com força por alguns minutos. Depois do torpor, ainda um tanto confusos, deram meia volta e rumaram a suas cidades, acreditando que haviam vencido. A guerra estava terminada. A floresta e seus moradores estavam salvos. Estes, exaustos após tantos esforços, suspiraram aliviados.

Meu marido caminhava até nosso esconderijo, meu sorriso se desfez quando o vi desmoronar a dois metros de mim. ”Como eu não percebi a flecha em suas costas?”, me perguntava enquanto as lágrimas desciam pelo meu rosto. Comecei a sentir cólicas fortíssimas, ouvia Titânia gritar desesperada que me ajudassem, pois eu estava entrando em trabalho de parto. Duendes e fadas amparavam-nos com uma velocidade absurda, eu e meu marido fomos postos deitados um ao lado do outro, ele segurava minha mão e dizia que tudo daria certo, implorei que não falasse mais, estava perdendo muito sangue, não podia se esforçar. A dor me tomara, gritei até minha garganta doer, e finalmente pude ver o pequeno prematuro, era lindo. Todos choramos emocionados.

Netuno e eu seguramos nosso filho nos braços, era a primeira e última vez que o veríamos. Chamei Titânia e Oberon.

– Minha querida amiga, por favor, me prometa que cuidará dele.

– Vou cuidar como se fosse meu, ele vai crescer sabendo o quão honrados foram seus pais, dando a vida por nós… – ela disse com a voz embargada enquanto soluçava.

– Vocês foram um presente dos deuses, mas esse presente não poderá ficar conosco, que Hades os receba com a glória que merecem. – o rei duende também chorava.

– Não me entristeço por morrer por uma causa tão nobre. – Netuno se virou para mim – Eu amo você, Minerva, mais do que tudo.

– Eu também o amo mais do que tudo.

Com muito esforço, pus minha cabeça em seu peito, abraçando-o. Beijei-o e fechei meus olhos, minha mente se perdia no vazio enquanto minha vida e a dele iam se esvaindo.

– Nos vemos nos Campos Elísios.

A volta da ilusão

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Alda partiu para a Europa, ainda muito triste com fim de sua ilusão, que fazia tão bem a ela… Descobrira na noite anterior que seu amado “Túlio” era Geraldo, um estudante de medicina.

Enquanto isso, Geraldo continua seus estudos. Porém, o tempo faz com que as coisas melhorem. Alda estava estudando em um parque, quando conheceu um homem de valor, ótimo lutador no tatame. Seu nome era Toshitaro. Pareceu amor à primeira conversa! Os dois precisavam falar. Ele contou que sua ex-mulher o traiu com seu melhor amigo. Ela também contou sua história.

Os dois passavam a se encontrar quase que diariamente. Alda descobriu que Toshitaro estava se tornando um lutador de sucesso por toda a Europa. Ela já estava terminando os estudos.

Já Geraldo se tornou um grande médico, rico e casado! No final da faculdade, ele conheceu Marilene. Uma menina alguns anos mais velha, e um pouco metida, como diziam as más línguas! Também era médica, mas não possuía um consultório particular, como Geraldo.

Os dois se casaram na praia, em um dia aparentemente feliz, mas ele sentia falta de Alda Pereira, seu grande amor.

Quando Alda estava prestes a se casar com Toshitaro, recebeu a notícia de que precisaria fazer uma viagem ao Brasil para visitar seu pai. Por coincidência do destino, no dia de sua chegada, Geraldo estava levando Marilene ao aeroporto. Ela iria representá-lo em um congresso no exterior por um tempo.

Geraldo estava de saída quando, de repente, avista Alda. Seu coração bate mais forte e ele corre ao seu encontro, esquecendo-se completamente do anel que enfeitava seu dedo. Ela se surpreende com o inesperado reencontro, e quando estava prestes a sair de perto, Geraldo lhe ofereceu uma carona.

Enquanto isso, Marilene chega à Europa e conhece pessoalmente Tochitaro, de quem já era uma grande fã.

Ela passa a frequentar suas lutas e ele a leva às suas reuniões. Finalmente decide terminar com Alda, pois está completamente apaixonado por Marilene.

Tochitaro fez uma chamada por skype e Alda responde rapidamente. Ele está com Marilene, ela não vê Geraldo desde a carona até o aeroporto.

Tochitaro começa, falando:

– Alda, precisamos coversar! Eu quero terminar!

Marilene completa:

– Estamos apaixonados!

Tochitaro pede:

– Marilene, não se mete!

Alda em choque, responde:

– Tudo bem, eu aceito o divórcio.

E foi isso que aconteceu, os dois se divorciaram e Tochitaro casou-se com Marilene, que é realmente o seu grande amor. Enquanto isso, Geraldo chama Alda para conversar. Ele se declara para ela, contando como ele é, sem nenhuma mentira ou ilusão dessa vez… E, finamente, eles assumem o relacionamento e começaram a viver esse amor.

 

Música tema: https://www.vagalume.com.br/ellie-goulding/love-me-like-you-do.html

Alfredo me abriu a caixa

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Eu e Alfredo estávamos parados naquela ponte, nos encarávamos como se nossa vida dependesse disso. Quando eu estava prestes a me virar e ir embora, começou a chover. Eu não me importava com isso, mas ele sim. Alfredo insistiu para que fossemos para sua casa, pois era mais perto e eu poderia pegar uma gripe com aquela chuva gelada.

Ao chegar a casa, Alfredo me entregou um roupão para usar sobre a roupa molhada e um copo de chocolate quente, eu agradeci e me sentei na poltrona, que ficava bem em frente ao sofá em que ele se encontrava. Novamente, como se estivéssemos na ponte, voltamos a nos encarar. Estava um silêncio constrangedor, que foi quebrado quando sua voz grave disse:

– Por que você ia me deixar, Stela?

– Você não iria me entender, Alfredo.

– Talvez Stela, talvez eu entenda, só me explique, por favor… – ele suplicava, então resolvi contar o por que.

– Antes de nós começarmos a namorar, eu acho que você já deve ter imaginado isso, eu tive outros namoros ou casos, chame como preferir. E, em todos eles, eu não estou generalizando, literalmente, em todos eles, quando eu contava o meu sonho de viajar pelo mundo, no meu barco, todos diziam relativamente a mesma coisa: “Desculpe, mas acho que deveríamos terminar aqui” e eu perguntava o porquê, e a resposta era quase sempre a mesma: “Por nada , só não combinamos tanto assim”. Eu te contei meu sonho Alfredo, e eu fiquei com medo de você me abandonar, como todos os outros. Então eu pensei, antes que ele me abandone, eu vou o abandonar primeiro. Você entende agora? Entende por que eu quase te deixei? – quando eu terminei minha história, algumas lágrimas já molhavam o meu rosto. Eu achei que ele fosse rir de mim quando eu acabasse minha história, mas o que ele fez me surpreendeu muito, ele me abraçou. Abraçou-me e disse algo que me deixou muito surpresa:

– Stela você gostaria de viajar pelo mundo comigo?

Alguns meses depois…

A Itália era incrivelmente bonita, o Alfredo realmente não tinha sido como meus outros namorados, ele era mil vezes melhor. Itália era o quarto país que visitávamos com o nosso barco.

Estávamos passeando por Roma, quando paramos em uma ponte extremamente parecida com a que quase terminamos, um sentimento de nostalgia me atingiu, eu fiquei um pouco triste e Alfredo disse algo que só piorou tudo:

– Preciso falar algo bem sério com você Stela.

– O que você precisa falar comigo Alfredo? – perguntei, receando uma resposta.

Ele simplesmente me virou as costas. Para mim já estava claro o que ele queria dizer, me virei chorando e quando dei o primeiro passo para ir embora sinto mãos me envolverem em um abraço e alguém sussurrar em meu ouvido:

– Eu nunca te deixaria Stela, você sabe disso. Quer casar comigo? – eu me viro com um enorme sorriso no rosto, e vejo Alfredo com uma caixa que continha um lindo anel dentro.

– Casar com você?! Sim Alfredo! Claro que eu aceito. Eu te amo!

– Eu também Stela! Eu também te amo!

Como tudo começou

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      Um jovem chamado Anthony, de 20 anos, cursava a  faculdade com o fim de se tornar um grande empresário e estava prestes a encontra o amar de sua vida, a menina de seus sonhos. Antony tinha uma personalidade bem peculiar para sua idade. Era muito calmo, humilde, tímido e, acima de tudo, muito amoroso. Vindo de uma família de classe baixa, sonhava ser reconhecido pela sociedade da época e construir sua própria família com a mulher que amava.

    Foi quando, em uma festa de sua faculdade, ele conheceu Açusenna, e rapidamente se interessou pela jovem. Então, se apaixonou e começou a conversar e, em meio a isso tudo, ela se demonstrou simpática, humilde, divertida e, além disso, era bonita, lindos olhos azuis e também havia vindo de uma família de classe média.

    A partir de então, começaram a se encontrar inúmeras vezes, até que Anthony a pediu em namoro. Ela, apaixonada por ele, aceitou sem nenhuma dúvida de que queria namorá-lo.

    Alguns anos se passaram, até que um dia, o casal reencontrou um velho amigo da faculdade que já havia se formado e estava muito bem sucedido: Jeremias. Era um aristocrata de classe média alta., bastante ganancioso. Logo após a chegada de Jeremias, Açusenna terminou o namoro com Anthony sem dar explicações e, pouco tempo depois do término, Anthony descobriu que sua amada estava tendo um caso com seu amigo, interessada apenas no dinheiro dele.

    Depois de tanto sofrimento, Anthony chegou à conclusão de que não importa o quão calmas, bonitas, agradáveis e amorosas as pessoas sejam, os ricos sempre vão se sobressair. Devido a essa decepção, sua personalidade mudou completamente, estava disposto a ganhar muito dinheiro e passou a acreditar que o dinheiro compra tudo, até mesmo amor, mesmo que seja indiretamente.

Stela me fechou a porta

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Após suas desventuras amorosas e sua jornada de autoconhecimento, Stela descobriu que seu pai deixou-lhe uma enorme herança e, com isso, ela viajou para a Austrália sem dizer nada para Paulo.

Em um dia de chuva, Paulo, que agora era um médico bem sucedido, estava passando próximo a um terminal onde uma moça pediu informações:

– Com licença, você poderia me informar onde ficam os hotéis nessa cidade?

Ela tinha olhos pretos, cabelos escuros, pele mulata e porte médio. Após Paulo ter respondido, ele lhe ofereceu o guarda-chuva e os dois começaram a conversar:

– Qual é o seu nome, senhorita?

– Renata, e o seu?

– Paulo. Você é nova na cidade?

– Sim. Com o que você trabalha, Paulo?

-Sou médico. Você não tem onde ficar, certo? Pode dormir no quarto de hóspedes da minha casa.

– Sério?! Muito obrigada!

Passaram-se três meses de encontros com algumas brigas e eles estavam para casar. Nesse momento Stela voltou de sua viagem, foi para a casa de Madame Graça e perguntou sobre Paulo; ela soube que ele estava para se casar e estava bem sucedido em seu emprego. Stela imediatamente foi à casa de Paulo, agora uma belíssima mansão.

Chegando lá, ela foi recebida por Paulo, que se surpreendeu ao vê-la; ele rapidamente perguntou sobre o local aonde ela tinha ido e perguntou também por que Stela não lhe falou que iria viajar. Ela respondeu:

– Eu achei que se falasse com você, me desmotivaria, possivelmente me fazendo desistir da viagem, já que gosto o suficiente de você a ponto de ficar apenas por isso.

– Deixando isso de lado, você não quer entrar?

Ela entrou e Renata estava lá. Stela perguntou, sentada no sofá, quanto tempo eles estavam juntos. Paulo respondeu que tinham se conhecido há três meses.

– Três meses?! –Stela disse, aumentando o tom de voz.

-Sim, três meses, você tem algum problema com isso? Pois se tiver, retire-se – disse Paulo.

– Essa é a nossa casa, não sua –Disse Renata, já se exaltando – E em quantos caras você aplicou o golpe do baú para viajar para a Austrália ?

– Nenhum! –Exclamou Stela, se retirando.

Depois de um tempo, enquanto o casamento se aproximava, Paulo percebeu como seria caro, mas era tarde demais, já tinha pago por tudo, e pior, havia se desentendido com seu chefe, o que acarretou em sua demissão posteriormente. Afundado em dívidas, ele recebe uma mensagem que acabaria com a vida de qualquer um: Renata, sua amada noiva, estava lhe traindo com um velho mafioso, Don Falcone. Arrasado, ele proferiu as seguintes palavras:

– Renata ingrata, trocou o meu amor por uma ilusão, e nem me avisou antes de eu pagar por tudo!

Então Paulo recorreu a quem um dia já havia sido seu grande amor, Stela. Chegando a casa de Madame Graça, Stela atendeu a porta com uma expressão raivosa e ele logo começou a falar:

– Me desculpe, você estava certa sobre eu ter me apressado no casamento e… – De repente ele foi interrompido pelo som rígido da porta batendo e se fechando na sua frente.

A reação de Stela o deixou desolado, e começou a andar perdido, sem rumo algum, como o vento…

Fernando e Fernanda

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Após longuíssimos dias que pareciam não ter fim, Fernanda esperava seu amado voltar da Europa no porto da capital. Risonha, com o semblante transformado, pensava que o pior já havia passado. Ficar dois anos sem ver quem ama, existiria algo pior?

O navio em que Fernando estava desembarcou no porto. O brilho no olhar de Fernanda, a ansiedade para ver seu amado crescia mais e mais.

Quando o jovem desembarcou do navio, o semblante de Fernanda mudara novamente, mas agora, exibia um espírito triste. Percebera que existia coisa pior que ficar longe do seu amado: Fernanda fora traída.

Avistou juntamente com Fernando uma jovem chamada Tereza. Os dois se aproximavam de Fernanda, que conteve as emoções. Ambos passaram direto sem sequer olhar para o triste rosto de Fernanda, que depois, ficou coberto por lágrimas.

O tempo passara e Fernando e Fernanda, embora fossem irmãos de criação, nunca mais se falaram. Fernanda chorou longos dias sem consolação. Vendo o estado em que o Espírito de sua filha encontrava-se, Madalena convidou a todos para um jantar em sua casa, incluindo Fernando e Tereza. Mas para a felicidade dos anjos do destino, Tereza não poderia comparecer ao jantar.

Corramos folha e entremos logo no dia em que ocorreria o jantar em família.

Estavam todos reunidos na mesa, quando Madalena teve de sair para ver o preparo da comida. Fernando e Fernanda se olharam, silenciosamente; não sabiam o que dizer, mas em seus olhares estava nítido o amor que um sentia pelo outro.

Fernanda foi corajosa. Declarou-se completamente a Fernando, expressando todo o seu amor a ele, dizendo que o amor tudo suporta e que mesmo com a distância ela ainda o amara, mas este lhe disse que não sentia mais nada por ela.

Mentira para si mesmo. Meses se passaram e Fernando ainda guardava aquelas belas palavras que Fernanda havia dito em sua memória.

Uma quinta-feira à noite, Fernanda caminhava pelo parque próximo a sua casa, quando avistou Fernando. Naquele momento, os anjos do destino reescreveram um amor nunca apagado, o de Fernando e Fernanda.

Estes conversaram a noite toda. Fernanda indagou o que havia ocorrido na Europa. Fernando lhe esclareceu, dizendo que sentira um vazio no peito e utilizou Tereza para preencher o vazio que a saudade causou, mas que nada foi capaz de apagar o amor que sentia por ela.

Meses se passaram e, após a situação ser esclarecida, Fernando e Fernanda estavam juntos e casaram-se, para a felicidade de todos, principalmente para a de Madalena, que anelava demasiadamente para que ambos ficassem juntos.

Novamente, o semblante de Fernanda mudara: agora, era o de uma mulher feliz, por estar casada com seu primeiro amor.