Um amor por um romance

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Lá estava Geraldo aos prantos, deitado em sua cama, mal podia acreditar que tudo estava acabado, o amor de sua vida fora embora para não mais voltar, Alba ficaria marcada para sempre em seu coração e memória.

Eles se conheceram em uma fria noite de sexta-feira. Tudo  começou quando o rapaz, juntamente de dois amigos, foram a uma festa de quinze anos e, ao chegar lá, uma mulher imediatamente chamou a atenção de Geraldo. Ela era Alba, uma mulher de vinte anos, cabelos loiros e lindos olhos claros. Ao perceber a forma como o garoto olhava para a moça, Nicolau sugeriu que a chamasse para dançar, e assim ele fez.

A moça aceitou, e eles passaram a noite toda dançando. Quando Geraldo já estava indo embora, a jovem pediu seu telefone e, a partir deste dia, não pararam mais de falar, eles conversavam até de madrugada e se encontravam aos finais de semana.

Eles passaram a fazer faculdade na mesma universidade, ela cursava direito e ele medicina. Então se viam todos os dias, e depois de quatro anos juntos, casaram-se.

Certo dia, Geraldo recebeu um telefonema, era do hospital e avisava-o que ele fora contratado e devia começar seu estágio em uma semana. Muito feliz os namorados foram comemorar.

Uma semana se passou e  era seu primeiro dia de trabalho, muito nervoso ele entrou no hospital e, de imediato, foi recebido por um homem alto, moreno e forte, era Vinicius, um médico muito experiente que ficara responsável por apresentar o estabelecimento. Depois de conhecer o hospital e acompanhar atentamente os serviços do médico, o estagiário pode ir para casa.Chegando a casa, muito cansado, contou sua experiência para sua esposa e foi para a cama, mas não conseguia dormir, tomado por um sentimento muito forte que não soube  identificar.

No dia seguinte, Geraldo se dirigiu para o hospital ainda cansado, pois não dormira bem na noite anterior. Ao chegar lá, olhou para Vinicius e sentiu o mesmo sentimento intenso, que sentiu na noite anterior, só que agora mais forte.

Geraldo cumpriu seu dia de serviço, e, quando já estava a indo para casa, o médico falou:

– Que tal “a gente” sair para tomar uma cerveja, para comemorar seu primeiro mês de trabalho?

-Claro! Vou trocar de roupa!

E foram  para um bar famoso da cidade. Ao chegar lá, e bater bastante papo, um silêncio tomou a mesa e um sentimento forte conduziu a boca de Geraldo até a de Vinicius e eles se beijaram em um gesto muito apaixonado.

Um mês depois do episódio, os dois estavam a vivendo um romance, apesar da culpa, o que Geraldo sentia pelo médico era mais forte.

Era uma manhã de segunda-feira, Geraldo levantou de sua cama com um sentimento ruim, mas preferiu ignorar e foi trabalhar, ao sair de casa esqueceu, por um pequeno descuido, sua carteira, então Alba decidiu levar a mesma até ele.  Ela foi até o consultório onde Geraldo trabalhava e entrou sem bater na porta. Ela não acreditava no que seus olhos estavam vendo: Geraldo e Vinicius se beijavam apaixonadamente. Alba largou a carteira e saiu correndo e chorando pelas ruas, Geraldo a pegou pelo braço no meio do caminho e disse:

-Não é o que você está pensando!

-Eu não quero saber, está tudo acabado! Nunca mais me procure e não olhe na minha cara!

Após algumas semanas o divórcio já estava marcado. Geraldo se arrependia amargamente do que havia acontecido, e passou a fazer estágio com outro médico para evitar olhares com Vinicius.

Passado dois meses, chegara o dia do divórcio e Geraldo não conseguia parar de chorar, ele estava tomando consciência de que o amor de sua vida estava indo embora, pois, após assinar os papéis, Geraldo se veria definitivamente separado de Alba. Tudo estava concluído.

Alguns meses se passaram, Geraldo não conseguia mais viver com essa culpa, ele parou de trabalhar e entrou em uma depressão profunda, não saia mais da cama. Aos vinte e dois anos, sua vida havia acabado. Ele trocara um amor verdadeiro por um “romance de esquina”. Arrasado, ele passava dias e noites chorando inconformado. Agora, era só questão de tempo até o pior acontecer.

A traição inesperada

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No baile, lá estava ela, a menina coroada por ser princesa da primavera, chamada Gabriela. Quando chegou a hora da valsa, a princesa não tinha o par para dançar, então sentou-se em uma das cadeiras e se deparou com menino bonito, alto, ruivo e muito elegante, ela ficou paralisada naquele momento. Depois de um certo tempo e olhares, ele a convida para dançar, Gabriela aceita na hora.

      Dançaram à noite inteira, ele disse que se chamava Alexandre, os dois se apaixonaram um pelo outro. Passaram dois anos, e eles resolveram se casar.

      O tempo passou, Gabriela percebeu que Alexandre estava diferente, já não era o mesmo que conhecia no baile, percebeu que ele saia todas as noites. Até o dia que ela viu uma mensagem no celular dele, de uma mulher, Marina, a mensagem dizia: “Vamos nos encontrar às 23:30 hs dessa noite”. Gabriela só chorava, após tanto de choro, resolveu ir ao encontro escondida.

      Gabriela chegou ao hotel, onde eles estavam, deparou-se com sua melhor amiga de infância, deitada ao lado de seu marido. Ela saiu chorando para casa, jogou as roupa de Alex na rua, fez sua mala e foi para Dubai recomeçar a sua vida.

A volta da ilusão

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Alda partiu para a Europa, ainda muito triste com fim de sua ilusão, que fazia tão bem a ela… Descobrira na noite anterior que seu amado “Túlio” era Geraldo, um estudante de medicina.

Enquanto isso, Geraldo continua seus estudos. Porém, o tempo faz com que as coisas melhorem. Alda estava estudando em um parque, quando conheceu um homem de valor, ótimo lutador no tatame. Seu nome era Toshitaro. Pareceu amor à primeira conversa! Os dois precisavam falar. Ele contou que sua ex-mulher o traiu com seu melhor amigo. Ela também contou sua história.

Os dois passavam a se encontrar quase que diariamente. Alda descobriu que Toshitaro estava se tornando um lutador de sucesso por toda a Europa. Ela já estava terminando os estudos.

Já Geraldo se tornou um grande médico, rico e casado! No final da faculdade, ele conheceu Marilene. Uma menina alguns anos mais velha, e um pouco metida, como diziam as más línguas! Também era médica, mas não possuía um consultório particular, como Geraldo.

Os dois se casaram na praia, em um dia aparentemente feliz, mas ele sentia falta de Alda Pereira, seu grande amor.

Quando Alda estava prestes a se casar com Toshitaro, recebeu a notícia de que precisaria fazer uma viagem ao Brasil para visitar seu pai. Por coincidência do destino, no dia de sua chegada, Geraldo estava levando Marilene ao aeroporto. Ela iria representá-lo em um congresso no exterior por um tempo.

Geraldo estava de saída quando, de repente, avista Alda. Seu coração bate mais forte e ele corre ao seu encontro, esquecendo-se completamente do anel que enfeitava seu dedo. Ela se surpreende com o inesperado reencontro, e quando estava prestes a sair de perto, Geraldo lhe ofereceu uma carona.

Enquanto isso, Marilene chega à Europa e conhece pessoalmente Tochitaro, de quem já era uma grande fã.

Ela passa a frequentar suas lutas e ele a leva às suas reuniões. Finalmente decide terminar com Alda, pois está completamente apaixonado por Marilene.

Tochitaro fez uma chamada por skype e Alda responde rapidamente. Ele está com Marilene, ela não vê Geraldo desde a carona até o aeroporto.

Tochitaro começa, falando:

– Alda, precisamos coversar! Eu quero terminar!

Marilene completa:

– Estamos apaixonados!

Tochitaro pede:

– Marilene, não se mete!

Alda em choque, responde:

– Tudo bem, eu aceito o divórcio.

E foi isso que aconteceu, os dois se divorciaram e Tochitaro casou-se com Marilene, que é realmente o seu grande amor. Enquanto isso, Geraldo chama Alda para conversar. Ele se declara para ela, contando como ele é, sem nenhuma mentira ou ilusão dessa vez… E, finamente, eles assumem o relacionamento e começaram a viver esse amor.

 

Música tema: https://www.vagalume.com.br/ellie-goulding/love-me-like-you-do.html

Dois Milionários e uma Desconhecida

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Os mais velhos dizem que temos apenas duas chances de sermos ricos nesta vida: a primeira, é na hora de nascer; a segunda, na hora de casar. Desperdiçadas essas chances, pronto, vai ser pobre pelo resto da vida.

Emílio nasceu e cresceu na cidade de Barbacena, morava em um bairro humilde, em um barraco feito de tijolos podres e cimento velho. Sua mãe, empregada doméstica, não ganhava o suficiente para pagar as contas; seu pai, segurança do prédio pertencente à família mais rica da cidade, ganhava mais que sua esposa e, mesmo assim, não era o bastante para sustentar sua mulher e três filhos.

Emílio, o filho mais velho, trabalhava desde pequeno, fazendo bicos aqui e acolá. Sempre quis mais, sonhava em morar em uma mansão, ter helicópteros, computadores, vários empregados a sua disposição e muito mais. Sua mãe, de cara, já percebera a ganância e fome de dinheiro de seu filho. Ouvia-se muito ela dizer:

– Emílio já encontrou o amor, o nome de sua parceira é Dinheiro, por ela esse menino faria qualquer coisa, amor verdadeiro esse.

Com vinte e cinco anos de idade, o filho do segurança do prédio da família mais rica de Barbacena encontrou-se com a filha mais nova dessa família: um encontro ao acaso,  indo visitar o pai, Emílio esbarrou nela sem querer. Foi amor à primeira vista, ela apaixonou-se por ele e ele pelo dinheiro dela.

Não tardou para começarem a se encontrar todo dia no mesmo prédio, demorou menos ainda para começarem a namorar e logo ele fez o pedido tão esperado. Ajoelhado em um restaurante, perguntou:

– Dinheiro, digo, Gisele, quer casar comigo? – Ela, toda apaixonada, aceitou, e ele, muito contente por não ter desperdiçado a segunda chance, começou a preparar o festejo.

Não conseguiram ter filhos, mas ninguém ficou abatido, para Gisele apenas Emílio importava, e para Emílio, bem, não é preciso repetir.

Contudo, o tempo passou e Emílio percebeu que não só de mansões e carros de luxo o homem vive, estava faltando alguma coisa. Mais empregados? Uma casa maior? Computadores mais modernos? Ele não sabia dizer.

Um belo dia, andando no shopping, Emílio se deparou com o que faltava na sua vida. Ela era linda, com feições delicadas e simples, um rosto que seria fácil de esquecer se não fosse tão hipnotizante e marcante, era aquele tipo de rosto que se você olha uma vez não chama atenção, mas quanto mais você olha, mais bonito vai ficando, sempre.

O homem rico aproximou- se enquanto ela lia um livro, “O Corcunda de Notre Dame”, e começou a conversar, perguntou seu nome. “Carolina” foi a resposta, dita de forma tão suave e doce que até os anjos pararam para ouvir.

Desconfiada no início, a moça não deu muita atenção ao homem, porém, aos poucos, foi se encantando por aquele rico, aparentemente muito superficial, mas com a mente tão profunda e surpreendente quanto o universo.

Passaram sempre a se encontrar no mesmo shopping, apaixonaram-se aos poucos, aquele tipo de amor que se constrói peça por peça, como um quebra-cabeça, no início impossível de construir, confuso demais, mas, com o tempo, nota-se uma imagem linda e simples de ser compreendida.

No começo Emílio enganou Carolina, mas, depois de um tempo, depois que estavam completamente apaixonados, ele contou sobre sua esposa. Espantosamente, Carolina não se importou, ela o amava e sabia que Emílio, ganancioso como só ele, não largaria o dinheiro. Aceitou, portanto, ser a amante, a tão famosa “outra”.

E Gisele, não desconfiava de nada? Muito pelo contrário, ela sabia de tudo, desde os encontros no shopping até os eventuais encontros carnais em lugares mais reservados. Mas ela amava muito Emílio para abandoná-lo e sustentou isso por um tempo, até seu orgulho gritar em sua cabeça dizendo que ela não merecia tal humilhação.

Foi em uma tarde nublada, o vento uivava como uma amante em seu ocasional encontro com o outro, uivava quase tão alto quanto o som do revólver. Dois tiros seguidos, secos, limpos, sem gritos ou correria. Depois, um último disparo, executado da mesma forma. Horas depois encontraram os corpos, um casal de milionários, membros da família mais rica de Barbacena, e uma mulher, até então desconhecida. Disseram que a desconhecida e o milionário eram amantes, e a milionária matou os dois e depois se matou. A polícia deu ao caso o nome de “Os Amantes”.

A Traição de Fujie

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Não acredito que estava fazendo aquilo.

Já era outro dia, voltara a casa de madrugada, com minha cabeça quase explodindo e perdido em pensamentos. Rotina lenta, cansada como minha mente. A única coisa que pensava era contar tudo, apanhar até não poder mais, ou simplesmente que Fujie desaparecesse do nada, que tudo aquilo não tivesse acontecido.

No judô, era aparente meu cansaço: movimentos lentos e previsíveis, yukos, basaris. Até que Toshi percebe e pergunta:

-O que houve? Parece que você ficou acordado por dias! Aconteceu algo?

Minha vontade era de contar tudo, ali mesmo, acabar com tudo. Que nada.

-Estou bem, só não consegui dormir mesmo. Vamos continuar.

Já era tarde. Voltei a casa passando pelo Teikam, Fujie me olha com um olhar safado. Não conseguia esquecer. Tentei dormir, e nada.

Assim se repetia pelos próximos sete dias: acordava, trabalhava, Judô, Fujie, dormia mal. Já não aguentava mais, minha vida estava em lástimas. Resolvi contar.

Reuni-me com Toshi depois do judô. Desabafei tudo, chorando, implorando por ser agredido, por ser esquecido, ou qualquer coisa pior que isto.

Toshi não expressava reação, parecia pálido, um fantasma. Em instantes, chamou Fujie, pedindo explicações sobre tudo que ouviu. Essa foi minha surpresa.

-Não acredito que você fez isso com meu amigo! Tentando-o contra mim desse jeito, sua maldita!

Não acreditava que estava ouvindo aquilo, os dois começaram a discutir e Fujie foi expulsa de casa. Toshitaro se virou, e, com toda frieza, disse:

-Não posso te culpar pelo que aconteceu, temos nossos impulsos e, às vezes, não conseguimos nos controlar. E mais, uma amizade verdadeira é mais valiosa que um amor!

Estava aliviado, em paz, aquilo realmente me fez bem.

Meses depois conheci uma mulher, acabou de entrar no Judô, estamos juntos até o momento. Carla é realmente especial, assim como a amizade de Toshitaro.

 

 

O AMOR TRAIDOR

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Já fazia algum tempo que não via a Pomba Enamorada, porém ela continuava a mandar cartas falando de sua vida. Ela nem imaginava que eu já sabia de tudo. O Gilvan me contava.

Certo dia, após sair do meu trabalho, bem desgastante, como motorista de ônibus, na rodoviária vi uma mulher que me lembrava alguém, mas, a princípio, não a identifiquei. Aquela moça familiar veio em minha direção e percebi que era a Pomba.

Ela começou a fazer um monte de perguntas, e como não tinha muita paciência, fui curto e grosso, tentando afastá-la. Finalmente consegui me livrar dela. Já havia esquecido como isso era difícil.

A partir desse dia, não tive mais sossego. Tive medo que ela descobrisse meu relacionamento às escondidas com Gilvan. Andava olhando para os lados, por saber que podia encontrá-la.

Em uma tarde, resolvi contar ao meu namorado que a Pomba havia me encontrado. Liguei para ele várias vezes, porém, as tentativas foram falhas. Somente no fim da mesma tarde, recebi uma ligação de Gilvan. Do outro lado, a esposa encontrava-se ao telefone, querendo saber de quem era aquele número que telefonava tantas vezes. Ao perceber o que estava ocorrendo, ficou constrangido e desligou rapidamente.

A Pomba Enamorada confrontou seu marido perguntando se mantinha contato comigo. Ele, sem saber ao certo o que dizer, falou que sim e que saíamos para beber em algumas noites.

Ela associou, imediatamente, esses encontros com as noites em que Gilvan saía sozinho para “esfriar a cabeça”. Porém, ela ainda achava que tinha algo errado e logo pensou que estava, na verdade, sendo traída com uma mulher mais nova, mais bonita e que seu marido me usava como álibi.

Toda sua obsessão, que antes era por mim, agora estava na tentativa de encontrar respostas, sempre fazendo várias perguntas e vendo as mensagens do marido. Toda vez que ele saía, ela o seguia.

No dia seguinte, quando faríamos três anos de namoro, fomos ao cinema ver um filme que estava tendo bastante sucesso e, como sempre, ela nos seguiu, porém não percebemos a tempo de disfarçar. Agimos normalmente, como um casal. Ao final do filme, nos beijamos. A Pomba ficou sem reação. Nesse momento, a vimos e ela saiu correndo.

Não quisemos que a noite fosse arruinada por causa dela. Antes de Gilvan voltar para casa e tentar explicar tudo, fomos jantar, porque estávamos com muita fome.

Ao chegar em casa, as coisas dela não estavam mais lá e havia um recado na geladeira que dizia que tinha ido para casa dos seus pais, pois não aguentava o fato dos dois homens que ela amava tivessem-na traído.

No começo, Gilvan e eu  não soubemos o que fazer, mas depois de um tempo, percebemos que essa foi a melhor maneira de resolver a situação, afinal, não tivemos que falar nada.

A partir de então, essa história é sempre contada nas festas de família e um de nós dois sempre acrescenta detalhes. Esse amor fez mudar um pouco minha personalidade, afinal, eu só era grosseiro com a Pomba.

Mesmo depois de tudo que aconteceu, surpreendentemente, chegam cartas contando a história de uma moça que mora no interior sempre assinadas por: PE.

 

Músicas:

• 1ª música – 50 reais, Maiara e Maraísa, Naiara Azevedo; reação da Pomba Enamorada ao saber o que acontecia. https://www.youtube.com/watch?v=_b-FdGeNcYo

• 2ª música – É de arrepiar, Pixote; o amor vivido pelo casal. https://www.youtube.com/watch?v=BbJFoD7pivw

 

Como tudo começou

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      Um jovem chamado Anthony, de 20 anos, cursava a  faculdade com o fim de se tornar um grande empresário e estava prestes a encontra o amar de sua vida, a menina de seus sonhos. Antony tinha uma personalidade bem peculiar para sua idade. Era muito calmo, humilde, tímido e, acima de tudo, muito amoroso. Vindo de uma família de classe baixa, sonhava ser reconhecido pela sociedade da época e construir sua própria família com a mulher que amava.

    Foi quando, em uma festa de sua faculdade, ele conheceu Açusenna, e rapidamente se interessou pela jovem. Então, se apaixonou e começou a conversar e, em meio a isso tudo, ela se demonstrou simpática, humilde, divertida e, além disso, era bonita, lindos olhos azuis e também havia vindo de uma família de classe média.

    A partir de então, começaram a se encontrar inúmeras vezes, até que Anthony a pediu em namoro. Ela, apaixonada por ele, aceitou sem nenhuma dúvida de que queria namorá-lo.

    Alguns anos se passaram, até que um dia, o casal reencontrou um velho amigo da faculdade que já havia se formado e estava muito bem sucedido: Jeremias. Era um aristocrata de classe média alta., bastante ganancioso. Logo após a chegada de Jeremias, Açusenna terminou o namoro com Anthony sem dar explicações e, pouco tempo depois do término, Anthony descobriu que sua amada estava tendo um caso com seu amigo, interessada apenas no dinheiro dele.

    Depois de tanto sofrimento, Anthony chegou à conclusão de que não importa o quão calmas, bonitas, agradáveis e amorosas as pessoas sejam, os ricos sempre vão se sobressair. Devido a essa decepção, sua personalidade mudou completamente, estava disposto a ganhar muito dinheiro e passou a acreditar que o dinheiro compra tudo, até mesmo amor, mesmo que seja indiretamente.

ADEUS

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Ao chegar na rodoviária, a Pomba Enamorada se encosta numa mesa e começa a procurar pelo seu “verdadeiro amor”. Depois de 2 horas de espera, eis que ela vê um homem com um sobretudo marrom e chapéu cinza descendo de um ônibus amarelo, como a moça havia previsto. Ela olhou para ele e quando seus olhares se encontraram, ficaram se encarando por alguns segundos, sem reação alguma. Então Antenor tomou uma atitude: foi em direção a ela. Ela ficou nervosa, com o coração acelerado. Todas as lembranças de Antenor vieram à tona e, logo após isso, ela o escuta chamando por seu nome.

Depois de dez minutos de conversa numa lanchonete próxima dali, ela se esqueceu do nervosismo, do passado, até do marido. Ela só sorria. Depois de horas de uma conversa prazerosa, ele tinha que ir embora. Estava chovendo. Antenor percebeu que não podia deixar aquela dama lá. Ele a chamou para um motel, ela aceitou.

Ao chegar nos seus aposentos, conversaram, beberam um pouco e tiveram uma longa noite de amor.

Quando Antenor acordou, viu que ela não estava mais lá e em seu lugar, havia um papel escrito “adeus”. Ela voltou para casa, viu seus filhos chegando do trabalho e passou o dia com eles, enquanto seu marido trabalhava. Um pouco antes de Gilvan chegar, escreveu uma carta, se despediu de seus filhos e foi embora. Quando seu marido chegou, encontrou um papel em cima do sofá que dizia: “adeus”. E no final de tudo, percebeu que a liberdade era seu verdadeiro amor.

 

Turma: 805

Grupo: Lucas, Ryan e Ruan

O bilhete de amor

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Depois daquele dia, tornaram-se cada vez mais próximos, até serem realmente namorados. Durante um longo tempo, foram felizes, ambos se amavam e faziam de tudo para agradar um ao outro. Mas depois de certo tempo juntos, aos 17 anos de idade, Pitu se tornou indiferente, já não se importava tanto com a alegria de Marina; para ele, estarem juntos era natural e nada poderia mudar essa realidade.

Começaram a se distanciar, ele a estava perdendo e percebeu isto; era tarde, mas ele tinha que tentar. Só então se deu conta de que eles não se conheciam mais, ela agora trabalhava para poder sustentar os estudos, passava muito tempo fora. Passavam pouco tempo juntos, mas, nesse fim de semana, ela estaria livre, tanto do trabalho quanto da faculdade, e ele resolveu convidá-la para jantar. Marina reagiu estranhamente ao convite, dizendo que tinha de resolver algo, mas não explicou nada, o que deixou Pitu contrariado.

Estando decidido a se reaproximar de Marina, pensou em fazer-lhe uma surpresa no trabalho, e assim fez: no horário de almoço de Marina, Pitu apareceu em seu local de trabalho querendo levá-la para almoçar. No caminho, estava confiante de estar fazendo a coisa certa. “Vou conseguir”, pensava. Foi então que sentiu um repentino, porém forte tremor que percorreu todo seu corpo: podia ver Marina, linda e graciosa como sempre, mas não estava só. Talvez o alto e esbelto rapaz, aparentemente três anos mais velho que Pitu, fosse um amigo dela, porém Pitu teve razão ao sentir desconfiança dos dois, pois ele parecia sorrir para ela e cortejá-la, ela parecia feliz, feliz como no primeiro dia de relacionamento, quando o bilhete de amor foi entregue. Claramente, os dois eram mais do que amigos.  Assistir àquela cena o fazia se arrepender de ter planejado aquela surpresa; na verdade, o surpreendido foi Pitu.

Desesperado, Pitu se distanciou rapidamente, indo embora triste e em choque. “Como era possível?”, perguntava a si mesmo. Não queria acreditar no que havia visto. Há quanto tempo estariam juntos, escondidos sob uma grande mentira, era apenas uma das questões que corriam freneticamente em sua cabeça. Mas, após se acalmar, falou para si que não contaria a Marina o que viu, ainda havia esperança. “Sempre foram um grande casal e não era agora que deixariam de ser!”, gritou, sozinho, em seu quarto, enquanto expelia toda angústia e ódio.

Pitu passou a planejar cuidadosamente sua reaproximação de Marina. Seria fácil, afinal, ainda eram namorados. Escreveu sua ideias, viagens, passeios no parque, jantares, entre outros. De repente, uma bruta ideia foi gravada, fruto da pura emoção, ao perceber que estava a marcar com o sangue no pedaço de papel; se assustou, amassando-o ligeiramente, mas hesitou em descartá-lo; no momento não sabia, mas, se fosse necessário, se livraria de qualquer um que o afastasse de sua amada.

 

 

Uma surpresa para Toshiro

     Há quase um mês, um gentil japonês chamado Toshiro era traído, sem desconfiar, pelo seu melhor amigo e sua esposa, Fujie. Certo dia, voltando de sua aula de judô, resolveu visitar seu amigo, pois já não o via há bastante tempo.

    Chegando ao apartamento de seu parceiro, bateu na porta, mas não foi atendido. Estranhou, pois o mesmo já deveria ter chegado do trabalho naquele horário. Curioso, resolveu puxar a maçaneta e notou que a mesma estava destrancada, o que o preocupou; por isso, decidiu entrar.

    Assim que entrou, escutou ruídos que vinham do quarto e os seguiu. Ao abrir a porta, deparou-se com a sua esposa na cama com aquele que dizia ser seu melhor amigo. Vendo aquela cena, não conseguiu dizer nenhuma palavra, apenas foi embora.

    Desolado, andava pelas ruas sem rumo até que avistou um bar e, como tentativa de esquecer a infeliz situação em que se encontrava, resolveu entrar para beber. Enquanto tomava sua cerveja, viu uma linda mulher aproximando-se encharcada devido à tempestade que caía lá fora. A mesma, que sentou-se ao seu lado após pedir uma bebida, notou que o rapaz parecia cabisbaixo, por isso, resolveu puxar assunto.

    As horas passavam, o bar esvaziava-se e a conversa só fluía. Já estava quase amanhecendo e os dois pareciam que se conheciam há muito tempo. A moça, que se apresentou como Daphne, contou toda sua história de desilusão amorosa a Toshiro, que fez o mesmo. Ali, sentados em um balcão de um simples bar, perceberam que eram feitos um para o outro.

A Traição de Fujie

Ainda me lembro de quando meu pai me deu a notícia de que iríamos nos mudar do Japão para o Brasil, diferença de 24 horas, uma cultura totalmente diferente da que estava acostumado, novo idioma. Era apenas um garoto de cinco anos e estava apavorado com tudo aquilo, mesmo com meu pai dizendo que iríamos ficar numa colônia japonesa no Brasil e que eu iria conseguir me enturmar.

Acostumar-se com uma cultura totalmente diferente da sua é uma missão difícil. Nos dois primeiros anos eu estudei numa escola japonesa enquanto fazia curso de português. Até aí estava tudo bem, mas quando eu fui para a escola brasileira, tudo desandou, comecei a ser zoado por ser japonês.

Meu pai começou a perceber a diferença na minha personalidade e resolveu me pôr numa escola de judô, pois, segundo ele, eu tinha que “me reencontrar com minhas origens”. No judô tínhamos muitas competições, e foi numa dessas competições, anos mais tarde, que conheci Rafael, de quem fiquei muito próximo.

Levei-o para conhecer as coisas do Japão, beber saquê nos restaurantes da Liberdade, mostrei-lhe o cinema, e sempre o ajudava no judô, já que eu estava num nível mais avançado do que ele.

Os anos foram se passando e a nossa amizade aumentando, a ponto de até mesmo meu pai arrumar um emprego no seu estúdio de fotografias para Rafael. Foi nessa época que encontrei a mulher mais bela do mundo, pela qual me apaixonei.

Seu nome era Fujie. Desde que a encontrei, fiz de tudo para conquistá-la, o que, depois de um tempo, funcionou.

Nos casamos no verão passado, nossa lua de mel foi numa estação de águas, onde passamos três semanas – as três semanas mais felizes da minha vida.

Depois de um mês de casados, Fujie parecia diferente, estava mais distante. Pensava que o problema era comigo, que não a fazia feliz. Tentava falar com Rafael, mas o mesmo também parecia estranho, parecia estar escondendo alguma coisa.

E foi em uma noite chuvosa que descobri o motivo de tanta estranheza, algo que eu nunca queria ter visto: Surpreendi Fujie e meu melhor amigo Rafael me traindo.

Senti-me com o coração vazio, lágrimas escorriam pelos meus olhos; se não tivesse visto, não acreditaria.

Não aguentando a traição, me divorciei de Fujie e cortei qualquer tipo de relação com Rafael, mesmo ele tentando se explicar. Mudei-me de volta para o Japão, onde abri uma academia de Judô e me casei novamente com Hatsune, com quem tive dois filhos, Kaneki e Jooheon.

Dessa vez, sem traição.