Pomba enamorada

No dia em que lhe foi dito, pomba enamorada não exitou em ir até a rodoviária, aguardou-o  e, quando o viu, sentiu a mesma coisa de anos atrás. Ficou um pouco envergonhada pela situação, lembrou que ele a rejeitara por muito tempo, nesta hora, veio a dúvida entre ir ou não ir, falar com ele ou não. Então ela foi, nunca tinha tido vergonha, não seria agora que teria. Partiu em disparada atrás de Antenor, que estava andando em direção ao ponto de ônibus. Vendo-o, apertou os passos e, quando chegou perto, deu um suspiro e logo o chamou. Como ela esperava, olhou-a assustado e perguntou:

-É você mesmo?

-Sim, sou eu

-Como me achastes?

-Um passarinho me falou

-Não cansa?

-Eu o amo

Como esperado, Antenor mais uma vez tratou-a de forma deselegante, arrogante. Então ela foi para sua casa, mais uma vez decepcionada por esperar algo diferente, criou uma esperança que, no fim, só a fez sofrer.

Dias depois, acordou e foi fazer as coisas que eram de sua rotina, como comprar pão. Ao chegar à padaria,  um senhor de chapéu tampando no rosto a chamou, ela foi, quando olhou era ele viu que era o Antenor. Ele disse que queria conversar, contando nesta conversa o motivo por ter a rejeitado por tanto tempo, revelando também que lá no fundo sempre a amou e que estava ali para começar uma vida ao seu lado.

Logo, ela foi para casa pensando em uma maneira de contar ao seus filhos e marido, pois agora sim seria uma mulher verdadeiramente feliz e realizada.

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O Amor Verdadeiro Realmente Existe?

depositphotos_88290508-stock-photo-handsome-groom-kissing-blonde-beautiful.jpg   Logo após eu ter presenteado meu sobrinho com o anel de sua mãe, ele teve sorte e ficou noivo da mulher que amava.

Eu estava na casa do meu irmão tentando encontrá-lo, quando ouço uma voz diferente vindo da biblioteca:

-Muito bem – disse Anthony – foi uma boa ensaboadela! Vejamos… você recebeu cinco mil dólares em dinheiro.

    – Ainda desembolsei mais trezentos –  disse a voz estranha aos ouvidos de Ellen – Fui forçado a ultrapassar um pouco o orçamento. As carroças e tílburis custaram cinco dólares, mas precisei pagar dez pelos carroções e parelhas. Os outros condutores cobraram dez dólares, e alguns  dos carros carregados, vinte. O que ficou mais caro, porém, foram os guardas; paguei cinquenta dólares a dois, e aos demais, vinte e cinco. Mas não funcionou tudo maravilhosamente, Mr. Rockwall? Fiquei satisfeito por William A. Brady não ter assistido a essa pequena cena exterior de congestionamento de veículos.

Não acredito que foi tudo armação! Ele não deveria ter metido o dinheiro, quando o fator principal é o amor…

Quando a maçaneta havia girado, Anthony chamou pelo nome “Kelly”.

– Não viu, na confusão geral, uma espécie de garoto gorduchinho, pelado, armado de arco e flechas, viu?

    – Homessa – “Kelly” disse – Não vi nada. Se era como o senhor diz, com certeza os guardas o teriam apanhado antes de eu chegar.

    – Bem imaginei que o velhaco lá não estaria – Anthony riu – Até logo, Kelly.

Logo após ouvir meu irmão se despedir do convidado, corri o mais rápido até a cozinha para não ser notada. Vejo o tal sujeito, Kelly, ir em direção a porta e vou até a biblioteca ao encontro de meu irmão. Assim que chego no cômodo, vou direto ao assunto:

– E então, agora você admite que foi amor verdadeiro?

– O quê? Como assim? Por que está dizendo isso? – Anthony respondeu.

– Não minta para mim dizendo que não acredita no amor. Eu ouvi você agora há pouco. – Afirmei, com um olhar desconfiado.

– Isso não é justo. Você sempre escuta minhas conversas! – Anthony respondeu forçando uma cara de tristeza.

– Mas por que você pagou para que isso acontecesse? Você realmente achou que eles não fossem ficar juntos? – perguntei parando em sua frente.

– Até o momento, eu achava que o amor poderia ser comprado, mas com as palavras de Kelly, percebi que não era bem assim.

– Há! – eu gritei – Você admitiu! Você acredita no amor verdadeiro!

– É, acho que sim.

A ira de José Carlos

 
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O ano é de 1822. Era uma primavera suave na pobre cidade de Hell’s Kitchen, Nova York. A moça tecelã levanta de seu colchão velho, em plena madrugada, lembrando-se do dia em que desfez seu marido, há dezoito anos.

Seu criado, José Carlos, também acorda. O barulho do tear de sua criadora o obrigou a levantar-se. José Carlos nunca se acostumou com isso. Ele queria viver sua própria vida, mas a servidão o acompanharia para sempre.

Após algumas horas de uma quietude perturbada pelo tear, a moça tecelã fez uma revelação chocante à José Carlos:

-José Carlos, você sempre me serviu com dedicação. Como hoje é um dos raríssimos dias em que não possuo afazeres, você pode sair.

Surpreendido, José Carlos colocou um casaco e correu para a porta. Pela primeira vez em anos, sairia de casa. Não pensou duas vezes para ir até a Taverna de Hell’s Kitchen.

Depois de quinze minutos de caminhada, ele já estava lá. Sentou em um dos bancos próximos ao balcão e pediu um uísque. Ao seu lado estava um homem alto, com um chapéu coco e uma jaqueta jeans.

-Oi, meu nome é José Carlos – até hoje José nunca soube o porquê de ter iniciado a conversa.

-Coé, playboy, eu sou Arthur Gomes. Que que cê tá fazendo por essas quebradas?

E assim uma conversa surgiu, uma conversa longa por sinal. Após quatro doses de uísque, um assunto veio à tona. José Carlos disse, já bêbado:

-Sabe… “hic”… eu odeio minha mestra. Ela só me faz trabalhar. Se eu… “hic” pudesse, deixava de ser um criado.

-Mas você pode fazer isso! É só se livrar dela. Se quiser, te dou uma ajuda.

E assim armou-se um esquema.

Enquanto isso, a moça tecelã não parava de trabalhar. Estava tecendo um companheiro  de presente para José Carlos. Matias era seu nome, e seria um “melhor amigo” de aniversário.

Estava quase finalizando seu trabalho, quando a campainha tocou.

-Pois não? – disse a moça.

-Tecelã, estou cansado da servidão. E vim aqui acabar com isso.

Quatro homens armados estavam atrás de José Carlos. A tecelã, surpresa, disse a ele:

-José Carlos, você devia ter conversado comigo sobre isso. Hoje é o dia em que te teci, e como presente ia dar-lhe duas coisas: liberdade e um novo companheiro.

Foi então que ela o mostrou seu novo amigo. Matias estava lá, curioso, querendo conhecer o homem de lã que estava à sua frente.

José Carlos, com um fio de lã azul saindo de seu olho-botão, deu um abraço na tecelã. Ele dispensou seus “acompanhantes” e, feliz e arrependido, viveu o resto de sua existência contente, servindo à moça tecelã, divertindo-se com Matias e, principalmente, dando graças à liberdade.

 

A parada da ilusão

O tempo foi passando, Geraldo e Alda seguiram caminhos completamente diferentes. A distância fez perceber que eles se gostavam de verdade, mas ninguém tomou a atitude de ir atrás um do outro, então tiveram que tocar suas vidas.

Geraldo formou-se em medicina e realizou o sonho de ser médico, e  com a ajuda de sua amiga Luciana, abriu seu consultório; já Alda, na viagem conheceu um gringo, chamado Lahan, que foi se tornando especial e estava ajudando-a a esquecer o amado.

O consultório de Geraldo vivia cheio de pacientes, Luciana sempre estava lá para ajudar. Até que um dia ele percebeu que não via mais a moça só como amiga, então decidiu pedi-lá em namoro. As coisas entre Alda e Lahan estavam indo bem, como o gringo vinha de uma família tradicional, depois de um tempo de namoro, resolveu pedir a companheira em casamento e foram permanecendo felizes.

Um ano depois a loira resolveu trazer seu marido para conhecer o Rio de Janeiro. Quando chegaram da viagem, ela levou Lahan ao parque, que adorava ir na infância para fazer um piquenique. Chegando lá, Geraldo também estava no local, quando o olhar deles se cruzaram, parecia que o mundo tinha parado e voltado na época que eram felizes juntos. Os dois ficaram sem reação e acabaram não se falando.

No dia seguinte, Dayse e Gabriel, um casal amigos de ambos, enviaram um convite para suas casas, convidando-os para serem padrinhos de casamento. Os dias foram passando, eles se aproximando e a paixão cada vez mais se reacendendo. Com isso, Geraldo tomou a iniciativa de beijar Alda, pois não estava mais conseguindo ficar sem ela, depois do beijo eles fizeram as pazes e, com um pouco de culpa, decidiram não contar nada para  Luciana e Lahan.

O grande dia do casamento dos amigos finalmente chegou, e quando os recém-casados estavam prestes a sair do altar, Geraldo pediu a atenção de todos os convidados, falou em voz alta o nome de Alda e em seguida fez o surpreendente pedido de casamento. A loira ficou sem palavras, correu para os braços do verdadeiro amor e sem pensar duas vezes disse sim. Todos ficaram chocados, principalmente Luciana e Lahan, que foram traídos na frente de todos, decidiram  juntarem-se para apoiarem um ao outro, pois o choque foi grande.

Depois desse conflito, as coisas foram se acalmando e os casais foram se “reorganizando”. Luciana e Lahan ficaram juntos, enquanto Alda e Geraldo estavam planejando o casamento. Conformados com a nova realidade, todos viveram em paz.

 

Link da música: https://www.youtube.com/watch?v=lp-EO5I60KA

A Volta de Carolina

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Após Emílio atirar em Carolina e depois em si mesmo, os vizinhos chegaram, porém ele não estava morto. Foi levado a tempo  para o hospital e passou algumas semanas por lá. Usou este período para pensar sobre seus atos; já do outro lado, Carolina morreu de fato, e podia entrar por duas portas: uma que dava para uma cidade de casas douradas; outra que dava para Emílio, para que pudesse ao menos vê-lo pela última vez antes de ir para sempre.

Carolina entrou na porta e saiu em Paris, perto da casa onde morava Emílio, escondeu-se para que ele não a visse. Quando Emílio chegou estava acompanhado da vizinha, ela dizia algo sobre como era amiga de Carolina e queria ajudá-lo no que pudesse. Emílio pensou que Carolina foi o amor da vida dele, porém ela já se foi, a moça devia ter esperado a hora dele e não ele que deveria se apressar para acompanhá-la. Decidiu então convidar a vizinha para sair, seu nome era Marta. Foram para um restaurante caro, ela era rica, divertiram-se com a história um do outro e voltaram, cada um para sua casa, porém a casa da vizinha estava toda bagunçada com os móveis virados, a louça quebrada, as roupas jogadas no chão, entre outras coisas, Carolina havia tido um ataque de ciúmes. Marta foi para outra casa mais longe dali. Emílio tinha gostado dela e a convidou para sair outra vez, ele foi buscá-la em sua casa e a mulher tinha preparado um jantar para os dois.

Carolina, com medo de eles se apaixonarem, havia seguido Emílio até a casa de Marta e entrou escondida para os observar com a finalidade de atrapalhar um possível envolvimento. Após algum tempo, ela começou a mexer os móveis para assustá-los e eles, achando que era algum ladrão, foram checar, mas não acharam ninguém e voltaram para a mesa. Emílio sentia como se algo estivesse errado, pediu licença e foi ao banheiro. Encontrou Carolina, ficou muito assustado, pois já fazia tempo que ela tinha morrido. A moça disse que Emílio estava a traindo e achou que ele a amava. Emílio respondeu que devia seguir sua vida e esperar sua morte natural. Ela disse que queria  estar com ele na cidade dourada, porém Emílio não podia ir, queria seguir sua vida com Marta, prometeu que não teria relações com ela e se guardaria para Carolina. Assim, ela foi para a cidade dourada a espera de Emílio.

Os anos foram se passando e a tuberculose desenvolveu-se no corpo de Emílio, que morreu dormindo, sem sofrimento. Entrou na porta da cidade dourada e encontrou Carolina, que o esperava amorosamente.

Uma Surpresa para Daphne

 

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Já era tarde, eu estudava deitava assistindo uma série qualquer quando o telefone tocou. Eu só sabia me perguntar quem seria, por estar tão tarde.

Era meu ex-namorado, o Peter. Peter Vest-Pockt, o homem que mais me fez sofre, acabou com a minha vida e me largou no altar. No momento, só sabia me perguntar o que ele queria, o porquê de estar me ligando.

Eu não aquentava ouvir aquela voz.  Peter é um asqueroso, me dá nojo. E lá estava ele, com a mesma intenção, com a voz leve, entre suspiros. Eu estava disposta a me negar a falar com ele, mas quando aquela voz me chamou … eu fui.

No início, o desprezei, mas ao longo da ligação, rendi-me. Ele falou dos momentos em que andamos de Catamarã, em Veneza, de quando fomos ao museu de cera em Londres e naquela roda gigante. De quando fomos à Paris, visitamos o museu do Louvre, a torre Eiffel, e ao maravilhoso Bistrô que vendia um pimentão recheado. Ao falar do pimentão, pediu-me o ingrediente secreto, foi aí que minha ‘’ficha caiu’’, ele não me queria, queria o ingrediente secreto.

Eu fui uma grande tola, caí em uma armação de Peter Vest-Pocket. Terminei a ligação enfurecida, não conseguia acreditar na minha burrice.

Após me xingar, infinitamente, fui à cozinha, senti falta de Paris, estava disposta a preparar o pimentão, disposta também a esquecer o tão desprezível Peter Vest-Pocket.

O Bilhete do Amor

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No final de semana eles se encontraram na praça para se conhecerem melhor, trocaram seus números e despediram-se com abraços. Na semana seguinte se encontram novamente eles começaram a se apaixonar mais e mais; até que em uma tarde ensolarada, os dois não conseguiam mais esconder os seus sentimentos, e deram seu primeiro beijo, muito esperado pelo casal.

Quando os dois tinham 17 (dezessete) anos, foram estudar no exterior, ele em Nona York e marina em Boston, mas sempre que podiam eles se encontravam, pois nenhuma distância pode acabar com o amor verdadeiro.

Terminaram a faculdade com 22 anos e Pitu pediu-a em casamento, um (1) ano depois eles casaram na praia (lugar sonhado pelos dois fazia tempo) a festa foi até o por do sol o casal passou a noite na praia para tirar fotografias ao nascer do sol.

A lua de mel foi em paris onde se divertiram muito, de lá foram para suas novas vidas.

Quando chegaram em casa tiveram uma grande surpresa Marina estava grávida. Com o passar dos nove meses, a filha deles nasceu a muito esperada Letícia.

Meses depois, eles andavam de carro, e houve um acidente, em que Marina ficou gravemente ferida e entrou em coma durante dois anos, ao sair do coma Marina não se lembra de nada de sua vida para tristeza de todos. Pitu faz de tudo para fazer sua esposa olhar sua família como olhava antes, em ver que todo o esforço seria em vão Pitu, fica muito triste e a única coisa que o faz seguir a diante é o amor pela sua filha e sua esposa.

Como sempre, muito insistente, continua tentando de tudo para reconquistar Marina, a leva na praça onde ocorreu o primeiro beijo. Aos poucos Marina vai se lembrando de sua história, de seu marido, de sua filha.

Dois (2) anos depois Marina estava completamente curada com sua memória toda restaurada e Pitu estava com as suas amadas.

Pitu e Marina tiveram mais duas meninas e viveram o resto de suas vidas muito felizes.

Amor de Verão

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Acordei com o meu despertador tocando. Mesmo no período de férias, mamãe insistia em me acordar cedo. Levantei-me rapidamente e fui me arrumar. Escovei os dentes e tomei um banho, eu ainda estava sonolenta. Após colocar uma roupa qualquer, eu desço para tomar café.
– Bom dia, querida! – Papai diz assim que me vê, mas logo volta sua atenção para seu jornal.
– Bom dia!– Digo e sento. Coloco um pedaço de bolo de laranja em meu prato e começo a comer, eu estava faminta!
– Helena! – Mamãe me repreende ao ver o quão rápido eu comia. – Isso não são modos de uma moça. – Ela diz e se senta também.
– Ah, querida, não seja tão rígida com nossa filha. – Papai me defende.
– Miguel, limites são necessários! – Explicou e logo voltou a falar. – Aliás, arrume suas malas. Seu táxi chega daqui a duas horas. – Ordenou.
– Táxi? Que táxi? – Pergunto confusamente.
– Te inscrevi em um acampamento de férias. Não é nada saudável ficar em casa durante as férias de verão! – Ela diz olhando para mim.
Após dar um murro na mesa, levanto-me e subo para o meu quarto.
Eu não acredito que ela fez isso! Imagina só, que patético! Não deve ser nada divertido passar as férias em um acampamento. Porém, como meu relacionamento com mamãe não estava nada bom, tratei de fazer rapidamente as minhas malas.
Depois de tudo pronto, eu já estava dentro do táxi.
– Adeus, querida! Se divirta! – Papai disse acenando para mim.
Eu aceno de volta e sorrio para meus pais, que faziam o mesmo, então o motorista logo deu partida com o carro.
Algum tempo depois, eu já havia chegado ao local.
– Senhorita, essa é sua última mala. – O motorista entrega e logo vai embora.
Olho ao redor por alguns segundos, até que não era tão ruim.
Várias pessoas passeavam pelo local: algumas estavam sentadas na grama verdinha, cantando e tocando, enquanto outras jogavam futebol e outras coisas.
– Oi! – Uma menina de cabelos loiros se aproxima e pega duas de minhas malas. – Me chamo Laura, primeira vez aqui?
– Sim… – Digo e sorrio de uma forma tímida. – Me chamo Helena.
– Vamos, vou te mostrar seu quarto… – Ela diz e me puxa.
Ao chegar à área dos dormitórios, Laura me leva ao quarto, e por sorte, iríamos dividi-lo. Ela me apresentou minha cama e me deu um tempinho para tomar um banho. Assim que saio do banheiro, eu a vejo toda arrumada.
– Vamos? – Ela pergunta e eu franzo o cenho.
– Pra onde?
– Para a festa de primeiro dia. – Ela responde. – Todo primeiro dia aqui no acampamento nós fazemos tipo uma reunião para conhecer os novatos. Já deve estar começando.
– Tudo bem. – Digo e apenas a sigo.
Assim que chegamos, ela se senta à roda e eu faço o mesmo. Estávamos perto do lago, tudo estava perfeitamente iluminado e decorado.
– Bem vindos ao Summer Camp! – Um homem dizia no centro da roda. – Meu nome é Bruno e como alguns de vocês sabem, sou o instrutor. Antes de começarmos a festa, iremos todos nos apresentar. – Ele explicava enquanto todos ouviam atentamente. – Você, venha aqui e se apresente. – Apontou para mim, todos me olhavam. Levanto e vou até lá.
– Meu nome é Helena, tenho 16 anos e moro no Rio de Janeiro com meus pais. Gosto de cantar e de dormir. – Disse e todos riram, logo sento-me de volta à roda.
– Muito bem! Caleb, por que não vem até aqui e nos conta sobre você? – Bruno direciona sua pergunta para um menino que estava sentado bem longe de mim.
– Vou ter que fazer isso todo ano, cara? – O garoto pergunta rindo. – Bom, me chamo Caleb, tenho 17 anos e também moro no Rio com meus pais. – Explicou olhando diretamente para mim. A luz refletia em seu rosto, então pude notar o quanto seus olhos verdes eram bonitos. Na verdade, ele era muito atraente. – Toco guitarra e gosto de garotas. – Ele terminou e foi se sentar.
– Obrigada pelo mesmo discurso de sempre, Caleb. – O instrutor disse e todos riram.
Durante a apresentação de todos os jovens do acampamento, ele mantinha seu olhar direcionado ao meu. De vez em quando eu desviava a atenção de seus olhos, mas quando olhava novamente, percebia que ele continuava me encarando. Às vezes ele sorria discretamente, o que me deixava um pouco sem graça, e ele parecia gostar disso.
– Vem, Helena, vamos nos divertir! – Laura me puxou para outro canto assim que a reunião havia acabado. Fomos para diversos lugares: andamos de barco pelo lago, jogamos vôlei, cantamos no karaokê e comemos bastante.
Andávamos pelo acampamento enquanto conversávamos, o vento estava realmente agradável. De repente, o mesmo menino que me encarava na reunião se aproxima.
– E aí, Laura? – Ele a cumprimenta e logo depois olha para mim. – Sua amiga fala?
– Fala sim. – Laura ri e nos apresenta. – Caleb, essa é Helena. Helena, esse é Caleb.
– Oi. – Digo baixo e sorrio timidamente.
– Acho que já nos conhecemos não acha? – Ele pergunta com um sorriso no rosto.
– Você a conhece? – Laura questiona.
– Claro, ela não parava de olhar para mim na reunião. – Ele diz sarcasticamente e eu sorrio sem graça. – Enfim, eu tenho que ir, até amanhã, meninas. – Ele coloca seu skate no chão e sai.
– Você tá caidinha por ele, não é? – Ela pergunta rindo, eu apenas reviro os olhos.
– Claro que não, meninos são todos bobões! – Disse e rimos juntas, então fomos para o dormitório.
Depois de alguns dias, eu já estava bastante enturmada com o acampamento e os outros.
“Papai e mamãe, os dias estão sendo bastante divertidos por aqui. Conheci muitas pessoas e fiz amizade com todas elas. Logo estarei de volta, me esperem! Carinhosamente, Helena.”
Terminei de escrever o email para meus pais e logo fui ao refeitório tomar o café da manhã. Assim que me sentei, Caleb veio falar comigo.
– Está de mau humor ou eu posso me aproximar? – Ele pergunta brincando, eu apenas dou uma risada, então ele me dá um beijo na bochecha e se senta. – Espero que não tenha esquecido de que temos que cuidar dos pirralhos hoje.
– Não esqueci, inclusive eu ia sair daqui direto pra lá. – Digo rindo. Depois de comer, fui para o dormitório me arrumar.
Durante esse tempo aqui no acampamento, eu e Caleb havíamos nos aproximado, eu o considerava como meu melhor amigo, sem contar sobre minha paixonite secreta por ele, mas isso não vem ao caso.
– Helena! – As crianças vêm correndo até mim e me abraçam.
Era tarefa minha e de Caleb darmos aula para eles, então todo sábado nós os levávamos para a sala de música e os ensinávamos tudo o que sabíamos.
– Então você coloca seus dedos nessa corda e… – Antes que eu pudesse terminar de ensinar à Lucas como fazer um acorde no violão, os risos histéricos de Caleb e os outros meninos me interromperam. Ele não parava de brincadeira desde o início da aula. Levanto-me e ando pisando forte até ele, cruzo meus braços e o encaro seriamente.
– Ah, oi, Lena… – Ele diz e sorri. – O que foi?
– Não adianta me chamar pelo apelido fofo, será que tem como você parar de brincar e estudar com eles? – Peço, eu estava brava de verdade.
– Ah, qual é? Eles não querem estudar. Vamos brincar! – Ele diz e as crianças riem.
– Você consegue ser mais infantil do que eles! – Grito com as mãos na cintura enquanto eles assistiam atentamente a nossa discussão. – Nossa tarefa é ensiná-los um pouco de música, então vê se você para de… – Sou impedida de falar ao ter chantilly de cupcake na minha boca. – Você é um idiota, Caleb! – Resmungo e pego outro cupcake que havíamos comprado para eles em cima da mesa, esfrego o bolinho em todo o seu rosto, fazendo as crianças gargalharem.
– Não devia ter feito isso, Lena! – Ele diz rindo. – GUERRA DE BOLINHO! – Ele exclamou, então, imediatamente todos nós começamos a tacar cupcakes uns nos outros.
Devido a gritaria e a baderna, o instrutor nos encontrou, e claro, estávamos encrencados!
– Não me interessa quem começou, vocês já são grandinhos o suficiente para fazerem isso! – Bruno brigava com a gente pela milésima vez. – Agora, saiam daqui e vão limpar a sala de música. – Ele ordenou e nós saímos.
– Você é um otário! – Digo rindo enquanto nos sentávamos à beira do lago.
– Ah, qual é? Foi divertido. – Ele disse e então rimos juntos. – A gente está cheio de cobertura de bolinho no rosto.
– Não só no rosto né… – Acrescento e ele assente.
– Deixe-me limpar isso aqui… – Ele se aproxima de meu rosto e passa seus dedos em minha bochecha, tentando limpar o chantilly que estava ali. Encaramos-nos por alguns segundos, era difícil não se hipnotizar com aquele par de olhos verdes.
Do nada, ele se aproxima de meu rosto, nossas respirações se misturavam. Ele sela nossos lábios, eu apenas fecho os olhos e deixo que ele me beije. Não dava pra explicar a sensação de ter seus lábios juntos dos meus, era como se uma onda de energia percorresse por todo meu corpo. Assim que nos afastamos, ele me olha sorrindo, eu faço o mesmo.
– Eu amo você, Lena. – Ele diz e me abraça.
– Também amo você, Caleb. – Sussurro, então nós voltamos nossas atenções para o céu estrelado acima de nós.
Depois de uns cinco dias, era a hora de dizer adeus para tudo aquilo.
Terminei de colocar a última peça de roupa na mala e o quarto finalmente estava vazio. Faz exatamente um mês desde que eu vim obrigada para cá. Não achei que eu conheceria tanta gente e me divertiria tanto assim.
– Promete que vai me mandar mensagem? – Laura perguntou tristonha após me abraçar.
– Claro, bobinha… – Disse rindo, então lhe entreguei a sua última mala, ela entrou no carro e o táxi deu partida. Assim que me viro, dou de cara com Caleb. – Oi… – Disse baixo.
– Oi. – Ele sorri timidamente. – Um último abraço? – Ele pediu, não havia como eu negar, então coloco meus braços em volta de seu tronco e ele me aperta. Eu sentiria falta daquele abraço, um abraço que me passava segurança e que me fazia muito bem. – Até mais… – Caleb estende sua mão, eu a aperto, então vejo que ele me dava um papel. Ele entra no carro e pisca, então vai embora.
– “Mande lembranças, Lena.” – Leio o que estava escrito, junto de seu número de telefone. – Adeus… – Sussurro ao vê-lo acenando para mim.
Após chegar em casa e receber muitos abraços de minha mãe, eu estava deitada em minha cama, completamente entediada. Coloco a mão no bolso e tiro o papel com o número de Caleb.
“E aí, sumido!” – Mando um SMS para ele com meu celular.
“Olha só, não consegue ficar sem falar comigo!” – Ele logo responde minha mensagem. – “Aliás, o que você acha de conhecer os meus pais?”
“Tá louco? E se não gostarem de mim?”
“Isso é impossível, Lena. Pensa na minha proposta. Tenho que ir agora, te vejo depois.”
Suspirei apenas ao pensar na ideia de conhecer os pais dele, tudo estava acontecendo rápido demais para mim.
No dia do “encontro” eu estava pirando!
– Helena, você já está pronta? – Mamãe entra no quarto e dá risada ao me ver arrumando o cabelo desesperadamente. – Já está bom filha, você está linda! – Pego minha bolsa e desço. Ela me deixa na esquina da casa de Caleb, então vou andando até lá.
Ao chegar, avisto uma ambulância parada na calçada de sua casa, resolvo tocar a campainha. Uma senhora abre a porta, suponho que fosse a mãe dele, ela não parava de chorar e seus olhos estavam inchados e vermelhos. Ela me abraça enquanto desaba mais ainda em meus braços.
– Onde ele está? – Pergunto com a voz trêmula, então ela me leva ao seu quarto. Deixo uma lágrima cair ao vê-lo na cama, imóvel e sem respirar.
– Eu sinto muito, querida… – Ela toca meu ombro, eu me aproximo da cama enquanto chorava incansavelmente. A mãe de Caleb me entrega um papel, uma espécie de carta. Eu a abro e começo a ler:
“Antes de qualquer coisa, eu gostaria de começar pedindo desculpas. Desculpas por não ter tido coragem de te contar a verdade desde o início. E a verdade, Lena, não é nada legal. Ela é dolorosa, mas não nos ilude. Eu deveria ter te contado desde o início, mas suponho agora que você descobriu tudo. Eu tenho câncer desde os meus 6 anos de idade. Todos os anos eu ia ao Summer Camp, meus pais me obrigavam, diziam que era uma maneira de esquecer minha situação, mas nenhum ano foi tão bom como esse. Apaixonei-me por você desde o primeiro contato visual, e eu sei que é piegas dizer uma coisa dessas, mas foi amor a primeira vista. Desde aquele dia eu não paro de pensar em você e nos seus olhos, na sua voz e o jeito tímido em que falava comigo.
Eu sinto muito por te fazer passar por isso, eu sou uma “granada” e deveria ter te contado que poderia explodir a qualquer momento, mas não o fiz. Não fiz porque eu te amo demais para te ter longe de mim, já perdi muitas pessoas por causa do câncer, e eu não podia arriscar perder a melhor coisa que me aconteceu na vida. O meu último mês de vida foi o melhor que já vivi, e isso tudo graças a você. Todos os verões em que passei no acampamento não chegaram nem perto desse.
Eu gostaria de ter tido a oportunidade de me despedir, mas fui covarde demais para encarar a realidade e te contar a verdade. Só peço que não se esqueça de mim, e que mantenha guardado na sua memória tudo o que passamos juntos, todas as risadas que dávamos e todas as confusões que nos metemos.
Durante todos esses 17 anos de idade eu nunca tive certeza de nada, mas agora tenho certeza de que amo você.”
Depois de um ano de sua morte, eu estava de volta ao acampamento.
Encaro o lago à minha frente enquanto mantinha o semblante sério e pensativo. Esse lugar não tem a mesma mágica do ano passado, é estranho ter que lidar com a ideia de que ele não está mais aqui ao meu lado, me fazendo dar risada e me irritando. Sinto falta de sua voz, de seu jeito e de seus olhos, é incrível como as coisas mudam do nada. Eu nunca poderia imaginar que eu conheceria meu primeiro amor aqui no acampamento.
Eu não concordei com a ideia de voltar depois do que aconteceu, mas talvez eu precisasse disso. Talvez eu precisasse tentar reviver o que aconteceu no ano passado. Se eu soubesse que o abraço que demos aquele dia seria o último, eu nunca o deixaria ir.
Dizem que o tempo é o maior remédio, mas a dor que sinto em meu peito parece ser incurável, e que vai durar a vida toda. Não tive a chance de lhe dar um “adeus” quando ele deu seu último suspiro, me resta agora tudo o que passamos juntos e também a sua imagem em meus sonhos.
– Eu amo você, Caleb. – Sussurro chorando baixinho e olho para o céu estrelado assim como no ano passado, mas,  dessa vez, sozinha.

 

 

Fernando e Fernanda

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O fato dele está voltando para casa depois de tanto tempo era estranho, por algum motivo me sentia inquieta. Fazia exatamente cinco anos que eu não via Fernando. Desde sua partida para o exterior começamos a nos machucar, porém nós nos amávamos. Muitas coisas tinham mudado, casei-me e soube que ele estava Noivo.

Fui morar no Canadá logo depois que Fernando foi mandado para o colégio interno. Aqui conheci Richard, meu marido, e às vezes visito minha mãe, que mora numa cidade vizinha.
Às oito horas, quando acordei, o sol batia em minha face, olho paro o lado e me deparo com Richard dormindo. As lembranças da noite passada martelavam o meu cérebro, foram estressante.
   – Porque não quer buscar Fernando no aeroporto? – Richard pergunta.
   – Minha mãe fará isso por mim. – Respondo.
   – Eu sei, mas você está me escondendo algo e eu quero saber, Fernanda! – Ele grita.
   – Eu não quero ir! Que chato! – Me irrito.
   – Onde você Vai, Fernanda? – Deixo ele falando sozinho e subo as escadas.
Levantei-me da cama e fui direto para o banheiro, tomar um belo banho, pois soube que Fernando havia chegado e estava na casa de nossa mãe. Aperto a companhia.
    – Já vai! – Ele grita e meu coração dispara.
    – Uau, como você mudou. – Ele diz meio sem graça. Será que ele me ama? Porque foi embora? Milhares de perguntas sem respostas vieram.
Passaram-se alguns anos, desde que Fernando chegou de viagem, e nunca mais nos vimos.
    – Amor… – Richard me chama.
    – Estou na cozinha. – Grito para que ele me escute.
    – Chegou uma carta de sua mãe. – Ele me entrega.
    – Daqui a pouco abro. – desconverso.
    – E porque não abre agora? – Questiona.
    – Quando eu acabar, eu abro. – Continuo cortando as cebolas, entretanto num ritmo
acelerado. Eu já sabia do que a carta se tratava, estava apenas adiando sua leitura, não queria que Richard percebesse minha tristeza.
    – Seu irmão irá se casar. – Curioso, abriu a carta sem que eu pedisse.
    – Que bom! – Tento demonstrar felicidade.
    – Você irá? – Pergunta Richard.
    – E por qual motivo eu não iria? – Pergunto tentando não chorar.
O dia do casamento havia chegado, eu apenas chorava, enquanto Richard tomava banho para ir, e eu enrolava.
   – Fernanda, quem se atrasa é a noiva. – Ele brinca.
   – Estou indo, Richard. – Respondo.
Ao chegar à igreja cumprimentados os conhecidos e sentamos. Logo avistei Fernando de terno no altar, ele estava lindo. Meu coração apertado, muita vontade de chorar, mas respirei fundo.
   – Você está se sentindo bem? – Pergunta Richard
   – Estou sim. É muita emoção. – Uma lágrima cai e seco rapidamente para que ninguém note.
A marcha nupcial começa a tocar, vejo sua noiva, Denise, entrando com uma imensa felicidade estampada no rosto, afinal, era um dia muito importante para eles.
Ao final dá cerimônia todos celebravam e eu, apenas, queria sair o mais rápido possível daquele lugar.
   Quatro anos depois, Fernando e Denise foram visitar-me, formaram uma fantástica família.
   – Sophie, pare de correr. – Grito.
   – Tenha mais calma, amor. – Richard diz.
   – Seu tio e sua tia, estão vindo aqui, então não se suje. – me irrito. A campanhia toca.
   – Entre. – Ouço a voz de Richard.
   – Como estão as coisas? – Pergunta Fernando.
   – Estão bem. – Meu marido responde.
Eles caminharam até a varanda e conversaram, enquanto as crianças brincavam, e eu e Denise estávamos preparando o almoço. Foi uma tarde muito agradável, há muio tempo eu não me distraía, além do mais para que lembrar o passado se temos o futuro inteiro para nós.

O jogo da vida

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Em uma casa viviam duas pessoas, Beto, um viciado em games e seu pai, Antônio, que adorava ler jornal e beber café.

Beto passava suas noites em branco, pois amava seus jogos e era completamente viciado. Seu objetivo maior era zerar o máximo de games possíveis. Em consequência a isto, ele ia muito mal em seu colégio.

Beto Ribeiro estava no terceiro trimestre, no caso o último, e suas notas eram consideravelmente ruins e não percebia o quão grave isto era apesar de seu pai “encher seu saco” falando que era para ele estudar para que não repetisse, caso isto acontecesse ele ficaria por muito tempo sem seus games.

De manhã, bem cedo, por volta das cinco da manhã, toca o despertador altamente irritante que faz Beto acordar de mal humor, pois não dormiu quase nada já que estava em uma das suas jogatinas até de madrugada, ele sai de sua cama e vai direto a mesa para tomar café com seu pai e como sempre Antônio, já lá estava lendo um jornal e tomando seu café.

Os dois, cansados da mesma rotina de sempre descem para o térreo do apartamento, em um momento de reflexão Antônio pede a Deus que proteja o Beto e o ajude nos estudos, em seguida o pergunta se ele gostaria de uma carona, mas seu filho não gostava muito da ideia, ser visto com seu pai não causaria uma boa “impressão”, por isto recusava.

Ao chegar ao colégio, a turma de Beto recebe uma notícia sobre a vinda de três novos alunos e uma das integrantes era uma garota chamada Lilian, uma encantadora menina e com um QI altamente incrível. Ribeiro não ligou para os novos alunos que viriam nos próximos dias, pois acha que isto não iria influenciar em sua vida, porém, ele estava completamente enganado.

Uma comemoração foi planejada para as boas vindas dos novos alunos cujos nomes eram: Caio, Eric e a encantadora Lilian. Assim que Beto, o aluno desinteressado na vida e de tudo que ela pode oferecer de melhor, viu aquela linda garota, ele instantaneamente se interessou, apaixonou-se, pela formosa e quase formada mulher.

Lilian é uma garota muito inteligente, que se cuida e tem uma vida quase que formada. Loira, olhos castanhos claros, branca e muito bonita, ao contrário de Beto, um garoto totalmente desinteressado nos estudos, não era alto e nem tinha um desses corpos almejados pelos jovens, era apenas um menino que nunca tinha visto o mundo de uma forma diferente e não havia motivos para batalhar. Era uma pessoa que nunca parou para refletir sobre a vida e nem nada do tipo, tinha um cabelo negro escorrido, meio baixinho e fora de forma, mas no fundo só queria ter muitos amigos, amar e ser feliz.

Cerca de duas semanas depois, Caio foi até Beto para pedir informações e ajuda, todas as perguntas foram respondidas com facilidade, exceto “Será que você pode me passar a matéria do ano? ”, mas não havia nada em seu caderno além de desenhos e algumas histórias de jogos, então Beto respondeu “É o seguinte… aconteceu um incidente com meu caderno e eu to sem a matéria também, te recomendo a pedir a algum outro aluno, pois eu farei o mesmo”.  Eles continuam a conversa por um tempo até que Caio pergunta seu nome e se apresenta ao mesmo tempo: “Qual seu nome? O meu é Caio Filipe e tenho 17 anos”, meio tímido e sem jeito, responde Beto “O meu é Beto e tenho a mesma idade que você”. Despediram-se e foram fazer seus afazeres.

No mesmo dia da vinda dos alunos novos, foi tocado o sinal de saída. Beto se despedira do amigo e foi para o ponto de ônibus, mas no caminho uma garota pede por ajuda e ele vai verificar. Percebe que ela havia caído e se machucado levemente, no entanto para a surpresa dele era a encantadora Lilian. Após ser ajudada , diz “Obrigada, você foi muito legal por ter me ajudado mesmo sem me conhecer. Muito prazer, eu me chamo Lilian”. E com muita vergonha diz Beto “Isto não foi nada, só fiz o que gostaria que fizessem por mim”. Abrindo um grande sorriso, “Você vai para onde? ” Interroga Beto “Estou indo para o ponto, pegar o 721” .“Sério?! Eu também posso ir junto com você? ” “ Sim, claro que pode! ” – Exclama ela. Para a grande surpresa de Beto, ela mora apenas uns dois quarteirões de sua casa, então eles combinaram de se encontrar no ponto de ônibus no dia seguinte para juntos irem ao colégio.

Em casa, seu Antônio trouxe novidade do seu trabalho “Serei promovido Beto! Isto será uma grande oportunidade para que eu suba na empresa, meu filho, e talvez até virar um dos proprietários” – disse pai de Beto. “Tá falando sério, velho? Que da hora, bom que você está conseguindo crescer na empresa” .“Sim, sim, está foi uma gloriosa e honesta conquista”. No dia seguinte, Beto foi para o ponto de ônibus para esperar Lilian e logo em seguida ela veio. Ao chegar ao colégio, Lilian viu que Beto não tinha tanto interesse pelas matérias, porém ela começou a dar forças e ajudá-lo.

Depois de muito tempo de dedicação dos dois, estava próximo o momento decisivo, as provas. Beto havia estudado muito junto com Lilian, também fizeram novos amigos e conheceram novos lugares. Após as provas, todos os professores se surpreenderam com o grandioso desempenho de Beto que, por incrível que pareça, foi a maior nota da turma. Claro seguido de Lilian.

Depois de todo o sufoco das provas e de todos os desafios que eles passaram juntos, é a chegada das grandiosas férias em que Lilian e Beto se encontraram e saíram várias vezes juntos.

Então um dia Beto decidiu levá-la em uma montanha longe da cidade e lá eles ficaram o dia todo. Chegando a hora do pôr do sol e eles começaram a conversar e ficar cada vez mais próximos um do outro e quando finalmente o sol se encontrou com o horizonte, Beto a beijou.

Uma nova alvorada

garota

Após Stela ter seu pedido rejeitado, ela diz que é melhor cada um ir para seu lado, então ela parte em direção à sua casa. Desolada, resolve entrar em suas redes sociais para esfriar a cabeça, ao abri-las, vê uma solicitação de amizade de um colega de sua amiga. Curiosa, ela entra em seu perfil e vê que ele é um jogador de futebol amador, do “Misererenóbis”, time de uma cidade próxima, então, decide aceitá-lo.

Ao passar o feed de notícias, ela vê muitas publicações de seu ex-namorado, Stela decide apagá-las para esquecê-lo de vez. Com o feed mais vazio, ela consegue navegar mais rapidamente, assim, vê que uma amiga está marcando presença em um show.

*Beep*

Uma mensagem de alguém chamado “Bilau”, ela se assusta, porém descobre que era o nome do jogador de futebol através da imagem. De cara, começam uma conversa como se já fossem velhos amigos. A cada dia que se passa, ficam mais íntimos, porém se afastam ao mesmo tempo, pois a equipe de futebol tinha medo que ele se afastasse do esporte, Stela, pensando em aumentar a afetividade entre os dois, marca um encontro em uma cafeteria, sendo assim, ele aceita.

Lugar e horário marcados, mas cadê ele? Depois de muito tempo esperando, ele a manda uma mensagem dizendo que haveria treino. Ela volta para casa, um pouco triste. Ao chegar, liga seu MP3 e coloca sua música favorita, “Será?“, da Legião Urbana, então, lembra que Bilau gostava muito desta música, então resolve abrir seu Facebook e ver as notícias, como se tudo estivesse ocorrendo novamente. Até que, inesperadamente, ela descobre que o show era na verdade da Legião Urbana. Passam-se poucos dias, e ela já tem os ingressos nas mãos, escolhe sua melhor roupa e sai.

Chegando ao show, ela olha através da multidão e vê sua amiga, elas começam a conversar, até que, do nada, Bilau aparece e interrompe a conversa. Ele pede desculpas por não falar com ela e explica que sua equipe estava impedindo-o, então, os dois assumem um namoro, Stela lhe dá um beijo, sendo esse o primeiro de muitos outros ainda por vir.