Antes da moça tecer

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Tudo aconteceu na cidade de Lysós, no ano de 1950. Melissa era uma bruxa muito diferente das outras, uma bruxa do bem. Tudo o que pedia, em um simples toque em seu vestido aparecia. Ela adquiriu esse poder com a sua avó, Clarisse, que antes de ser morta pela sua irmã, uma bruxa do mal, tinha que passar seu poder para uma herdeira e a única herdeira era Melissa.

Melissa se sentia triste, pois sua mãe tinha morrido. Ela morava em uma casa de madeira simples e se sentia solitária, então decidiu criar um cachorro para lhe fazer companhia. Tocou em seu vestido branco com pequenas borboletas roxas feita por ela e apareceu um dálmata filhote. Passaram-se seis anos e o cachorro, já crescido, fugiu de casa. Após esse episódio, a moça pensou muito e assumiu a responsabilidade de ter uma filha para herdar seu poder.

O tempo passou e ela se descobriu grávida de uma menina. Decidiu chamá-la de Linda, pois seria a mais bonita da cidade. Assim que nasceu, Melissa viu nos olhos azuis de Linda que seu poder tinha sido transmitido para sua filha. Quando Linda completou seus 16 anos, Melissa contou a ela sobre serem bruxas. Então Linda, não acreditando em sua mãe, foi tecer um pano para verificar se o que ela havia dito era verdade. Quando ela começou a tecê-lo chovia muito e ela decidiu tecer o lindo sol com fios de ouro. De repente o sol se abriu entre as nuvens; Linda, impressionada, correu para os braços da mãe e quis saber mais sobre esse poder.
A mãe falou que quando ela quisesse algo era só tecer e, desde então, ela não parou de tecer imagens bonitas, seres e objetos, ficando conhecida por todos como a moça tecelã.

O bilhete de amor

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Depois daquele dia, tornaram-se cada vez mais próximos, até serem realmente namorados. Durante um longo tempo, foram felizes, ambos se amavam e faziam de tudo para agradar um ao outro. Mas depois de certo tempo juntos, aos 17 anos de idade, Pitu se tornou indiferente, já não se importava tanto com a alegria de Marina; para ele, estarem juntos era natural e nada poderia mudar essa realidade.

Começaram a se distanciar, ele a estava perdendo e percebeu isto; era tarde, mas ele tinha que tentar. Só então se deu conta de que eles não se conheciam mais, ela agora trabalhava para poder sustentar os estudos, passava muito tempo fora. Passavam pouco tempo juntos, mas, nesse fim de semana, ela estaria livre, tanto do trabalho quanto da faculdade, e ele resolveu convidá-la para jantar. Marina reagiu estranhamente ao convite, dizendo que tinha de resolver algo, mas não explicou nada, o que deixou Pitu contrariado.

Estando decidido a se reaproximar de Marina, pensou em fazer-lhe uma surpresa no trabalho, e assim fez: no horário de almoço de Marina, Pitu apareceu em seu local de trabalho querendo levá-la para almoçar. No caminho, estava confiante de estar fazendo a coisa certa. “Vou conseguir”, pensava. Foi então que sentiu um repentino, porém forte tremor que percorreu todo seu corpo: podia ver Marina, linda e graciosa como sempre, mas não estava só. Talvez o alto e esbelto rapaz, aparentemente três anos mais velho que Pitu, fosse um amigo dela, porém Pitu teve razão ao sentir desconfiança dos dois, pois ele parecia sorrir para ela e cortejá-la, ela parecia feliz, feliz como no primeiro dia de relacionamento, quando o bilhete de amor foi entregue. Claramente, os dois eram mais do que amigos.  Assistir àquela cena o fazia se arrepender de ter planejado aquela surpresa; na verdade, o surpreendido foi Pitu.

Desesperado, Pitu se distanciou rapidamente, indo embora triste e em choque. “Como era possível?”, perguntava a si mesmo. Não queria acreditar no que havia visto. Há quanto tempo estariam juntos, escondidos sob uma grande mentira, era apenas uma das questões que corriam freneticamente em sua cabeça. Mas, após se acalmar, falou para si que não contaria a Marina o que viu, ainda havia esperança. “Sempre foram um grande casal e não era agora que deixariam de ser!”, gritou, sozinho, em seu quarto, enquanto expelia toda angústia e ódio.

Pitu passou a planejar cuidadosamente sua reaproximação de Marina. Seria fácil, afinal, ainda eram namorados. Escreveu sua ideias, viagens, passeios no parque, jantares, entre outros. De repente, uma bruta ideia foi gravada, fruto da pura emoção, ao perceber que estava a marcar com o sangue no pedaço de papel; se assustou, amassando-o ligeiramente, mas hesitou em descartá-lo; no momento não sabia, mas, se fosse necessário, se livraria de qualquer um que o afastasse de sua amada.

 

 

A Traição

Ao voltar para casa, Richard decidiu contar ao Sr. Anthony sobre a linda declaração que havia feito a sua amada Miss Launtry.

Chegando lá, antes de entrar na sala em que seu pai estava, ouviu da porta uma voz diferente, logo ficou curioso e pôs seu ouvido próximo à parede.

– Mil e trezentos. Seus mil e trezentos que faltam.

Ficando cada vez mais curioso, continuou a escutar.

– Não viu, na confusão geral, uma espécie de garoto gorduchinho pelado, armado de arco e flecha, viu? – disse Anthony.

Logo Richard percebeu que em toda conversa, tudo que falavam dizia respeito a eles. Em alguns minutos, ele notou que seu pai estava envolvido em todo o transtorno, toda confusão que havia acontecido naquela tarde.

Furioso, ele entrou na sala e gritou:

– Não creio! Você traiu minha confiança. Eu avisei que não queria que você envolvesse dinheiro na minha relação com Miss Launtry! Quero viver a vida, não comprá-la.

Arrependido, Anthony tenta se acertar com Richard, mas o garoto estava com tanta raiva de seu pai que não queria ouvir a explicação. Então resolveu dar uma lição ao Dono do sabão:

-Agora, da minha vida cuido eu, se o senhor acha que tudo é dinheiro, resolva a sua assim.

– Mas, querido, eu só queria ajudar – falou Anthony.

– Entendo, pai. Mas eu não pedi sua ajuda. Desde o momento em que você queria me ajudar, eu disse que não, para piorar você envolve dinheiro? – diz Richard, furioso.

Logo depois de refletir sobre o acontecido, Anthony chamou seu filho para conversar e admitir seu erro. O menino resolveu perdoar o pai, mas ainda estava um pouco triste.

Passado um tempo, o menino decide deixar seu pai o mais rápido possível, se casar com Launtry e viver sua vida.

 

Nomes: Julia Calzolari (11), Marcelle Garcia (18) e Mariah Andrade (20).

Turma: 803

Uma vida tecida em boas memórias

Resultado de imagem para maquina de costura saindo pano ilustrativo     Depois de perceber que em seu mundo não conseguiria ser feliz, a moça tecelã pensou em um modo de encontrar alguém que a amasse de verdade e que ela não precisasse tecer. Chegou à conclusão de que a melhor forma era sair daquela rotina.

Ficou imaginando uma maneira de realizar tal coisa. Sua melhor ideia foi fazer um portal que a levaria para outro lugar. Demorou um bom tempo para ela tecer esse portal, pois era de extrema complexidade, além de exigir muitas linhas.

Com ele pronto, preparou suas coisas e seguiu rumo a uma vida onde poderia ser livre. Quando o atravessou, se deparou com uma vila modesta, onde ficou encantada com os habitantes que passavam diante dela.

Começou a andar na vila para explorá-la e conhecê-la. Porém, logo a moça tecelã se perdeu. Ela andava  sem rumo quando esbarrou acidentalmente em um rapaz, ambos pediram desculpas. Naquele momento, a moça tecelã sentiu algo que nunca havia sentido antes: o amor.

Seu nome era Tissu, um jovem de corpo esbelto, cabelos lisos, olhos castanhos e sedutores. Ele lhe perguntou qual era seu nome, ela falou que não sabia quem era ela mesma. Tissu sentiu pena e, ao mesmo tempo, uma atração pela moça, pois ela era muito bonita e atraente; falou que iria ajudar a tecelã a lembrar quem ela era.

Não demorou muito tempo para que ficassem íntimos; Tissu deu a ela uma personalidade, uma vida e também um nome; agora se chamava Cassandra, um nome nobre e justo para uma moça atraente.

Logo Tissu e Cassandra começaram a namorar. Passou um tempo… Agora ambos estavam morando juntos, Cassandra estava apaixonada, o amor deles era como se fosse uma linha a tecer e assim foi até o final de suas adoráveis vidas.

As Vozes de Dentro

mvd 

Cada linha que meus olhos percorriam, cada palavra que minha mente captava me fascinavam de uma forma que nada jamais fizera.

 Assustei-me com o barulho da porta e minha atenção não conseguia mais se fixar na história, pois eu já sabia o que se seguiria e esses barulhos e lamentos me atormentavam todas as noites, principalmente quando eram em meu quarto.

 E, como eu sempre temia, a porta se abriu bruscamente, me forçando a desviar os olhos do livro e arregalá-los com a visão que tive.

 Ele entrou no cômodo e, com passos pesados, se aproximou enquanto eu tentava me afastar, e foi inútil, já que a lateral de minha cama era apoiada na parede.

 Sem nada falar, meu pai, se é que eu podia chamá-lo assim, ergueu sua mão. Me encolhi esperando a dor que viria, não seria a primeira vez e nem a última vez; eu sabia que minha mãe estava na sala, na mesma situação em que ele me deixaria, por ter tentado impedi-lo de chegar aqui.

– Peter, Peter…!

 Sua pesada mão se preparou para descer e, num gesto rápido…

– PETER!

Abro os olhos bruscamente e vejo Mary ao meu lado com um semblante preocupado; percebo que tudo não passou de um pesadelo, ou pior, uma lembrança.

– Peter, você está bem?

– Sim, pode voltar a dormir.

– Foi aquele pesadelo de novo?

Bastou um pequeno gesto positivo com a cabeça para que minha amada me puxasse para seus braços calorosos para voltarmos a dormir. Agora eu tinha certeza de que os pesadelos não voltariam naquela noite, pois eu a tinha comigo.

+++

Na manhã seguinte, acordo e Mary ainda está dormindo profundamente; me retiro da cama com todo o cuidado para não acordá-la e me dirijo à cozinha para fazer nosso café da manhã. Fico pensando em todo amor que ela dirige a mim e aquelas vozes voltam gritando “você não a merece” ou “ela merece coisa melhor do que você” e a pior delas, que vieram das duas pessoas que eu considerava deuses: “ninguém merece ficar perto ou até mesmo se casar com você”.

Balanço minha cabeça para afastar esses pensamentos, mas eles só vinham com mais intensidade, até que reparei que já estava tudo pronto e que minha namorada me olhava encostada no batente da porta com um sorriso.

E, como qualquer outro dia, este correu normalmente, tirando as vozes que me acompanham. Mary e eu tomamos café juntos, ela foi tomar banho primeiro e eu fui em seguida. Assim que saio do banheiro com uma toalha em volta da cintura, vejo-a vir em minha direção e, após um beijo, ela parte para o trabalho.

Toda minha confusão volta com tudo, tento reprimi-la, mas é quase impossível. Eu não aguento mais, tenho que achar um jeito para que se calem, então pego a chave do carro e parto para o primeiro bar que eu encontrasse.

+++

Escuto alguma coisa distante, algo parecido com o toque do meu celular. Estico a mão e tateio o balcão até achá-lo e confirmo que tocava. Tento ler o nome na identificação, mas minha visão está muito turva, atendo e coloco no ouvido.

– Meu amor, você está bem? Me ligaram do seu trabalho perguntando por que você não foi e eu não sabia o que tinha acontecido, fiquei tão preocupada.

– O-oi, tá tudo bem – Digo com a voz meio enrolada.

– Você está bêbado? Mas você não bebe, onde está?

– Então, eu bebo agora – solto uma risada – eu… eu ‘tô no bar perto de ca-casa.

– Peter, eu já estou indo. Por favor, não saia daí até eu chegar.

Meia hora depois, ela chega e no caminho para casa me fez um interrogatório que fiz questão de ignorar.

A partir daquele dia as idas ao bar viraram minha rotina e as voltas pra casa embriagado, mais ainda, até eu me tornar uma pessoa que nem eu reconhecia mais.  As brigas em minha casa eram quase toda hora, minha nova cama era o sofá, pois Mary não queria dividir a cama com um embriagado. Isso durou até o momento em que Mary começou a chorar e explodiu, tacando minhas coisas na minha cara e me mandando embora, dizendo que merecia coisa melhor do que o homem que eu tinha me tornado, que eu não era mais o mesmo e para eu não a procurar nunca mais.

Eu fui embora chorando, sem rumo, não sabia que deixá-la seria tão doloroso, mas eu sabia  que era para o bem dela e, finalmente, a mesma tinha percebido.

A Parada da Ilusão

romance

Sete anos depois de Alda e Geraldo terem se separado, Geraldo já tinha se tornado médico e também estava noivo de uma jovem e linda mulher de nome Laura, que tinha (junto ao pai) uma loja de iscas de peixe na orla da praia.

Alda tinha viajado muito, foi para Europa e América do Norte. No Canadá ela encontrou um homem chamado  Peter Johnson, um pintor muito rico e conhecido por suas belas obras de arte.

Alda tinha o sonho de se casar na sua terra natal, lá no sul do Brasil, lugar muito longe de onde eles estavam morando, porém, Peter a amava muito e realizou seu sonho, ele pagou a viagem e deu a ela, de noivado, o anel mais caro que ele podia comprar. E então eles foram para o Brasil.

Enquanto isso, Geraldo recebeu uma ótima oferta de emprego de um hospital em Santa Catarina e logo aceitou, sem pensar duas vezes. Laura, porém, não estava muito contente com a ideia, porque toda sua família morava perto do casal e ela não queria deixar toda família. Geraldo, entretanto, disse:

– Querida, eu achei um ótimo local para nos casarmos em Santa Catarina, eu pagarei a viagem e a estadia de seus pais e seus irmãos!

Depois disso Laura aceitou e todos foram.

Uma semana antes de Alda e Peter se casarem eles fizeram algumas viagens pelo Sul do Brasil, foram a Florianópolis e Santa Catarina. Geraldo marcou uma viagem pois Laura sempre quis esquiar, porém quando eles estavam embarcando no avião Geraldo teve uma surpresa: Alda tinha pegado o mesmo avião. Alda não hesitou e disse bem alto:

– Geraldo, quanto tempo! Você não mudou nada.

Laura logo perguntou:

– Quem é essa?

Geraldo ficou quieto e olhou para Alda como se tivesse visto um anjo ou um demônio, e quando ia responder, Peter se levantou do acento, deu um beijo em Alda e perguntou:

– Quem são?

Alda respondeu:

– Apenas um velho amigo.

E os dois seguiram seus caminhos.

Quando eles chegaram em Floripa, Peter convidou Laura e Geraldo para os acompanhar até um ótimo restaurante. Lá Geraldo continuou quieto e Ada perguntou:

– Laura, você e Geraldo vão se casar?

– Sim, vamos nos casar semana que vem.

– Que coincidência, nós também.

Então Geraldo foi ao banheiro e logo atrás veio Alda, que sussurrou em seu ouvido:

– Vamos fugir!

Geraldo olhou para ela e disse:

– Não vou viver uma mentira de novo!

– Geraldo, aquilo não foi uma mentira para mim, aquilo só abriu meus olhos para a verdade, a verdade é que eu te amo e se não ficarmos juntos, aí é que estaremos vivendo uma mentira!

Então Alda e Geraldo fugiram para o Ceará, lá tiveram cinco filhos e morreram juntos.

Uma surpresa para Toshiro

     Há quase um mês, um gentil japonês chamado Toshiro era traído, sem desconfiar, pelo seu melhor amigo e sua esposa, Fujie. Certo dia, voltando de sua aula de judô, resolveu visitar seu amigo, pois já não o via há bastante tempo.

    Chegando ao apartamento de seu parceiro, bateu na porta, mas não foi atendido. Estranhou, pois o mesmo já deveria ter chegado do trabalho naquele horário. Curioso, resolveu puxar a maçaneta e notou que a mesma estava destrancada, o que o preocupou; por isso, decidiu entrar.

    Assim que entrou, escutou ruídos que vinham do quarto e os seguiu. Ao abrir a porta, deparou-se com a sua esposa na cama com aquele que dizia ser seu melhor amigo. Vendo aquela cena, não conseguiu dizer nenhuma palavra, apenas foi embora.

    Desolado, andava pelas ruas sem rumo até que avistou um bar e, como tentativa de esquecer a infeliz situação em que se encontrava, resolveu entrar para beber. Enquanto tomava sua cerveja, viu uma linda mulher aproximando-se encharcada devido à tempestade que caía lá fora. A mesma, que sentou-se ao seu lado após pedir uma bebida, notou que o rapaz parecia cabisbaixo, por isso, resolveu puxar assunto.

    As horas passavam, o bar esvaziava-se e a conversa só fluía. Já estava quase amanhecendo e os dois pareciam que se conheciam há muito tempo. A moça, que se apresentou como Daphne, contou toda sua história de desilusão amorosa a Toshiro, que fez o mesmo. Ali, sentados em um balcão de um simples bar, perceberam que eram feitos um para o outro.

A Traição de Fujie

Ainda me lembro de quando meu pai me deu a notícia de que iríamos nos mudar do Japão para o Brasil, diferença de 24 horas, uma cultura totalmente diferente da que estava acostumado, novo idioma. Era apenas um garoto de cinco anos e estava apavorado com tudo aquilo, mesmo com meu pai dizendo que iríamos ficar numa colônia japonesa no Brasil e que eu iria conseguir me enturmar.

Acostumar-se com uma cultura totalmente diferente da sua é uma missão difícil. Nos dois primeiros anos eu estudei numa escola japonesa enquanto fazia curso de português. Até aí estava tudo bem, mas quando eu fui para a escola brasileira, tudo desandou, comecei a ser zoado por ser japonês.

Meu pai começou a perceber a diferença na minha personalidade e resolveu me pôr numa escola de judô, pois, segundo ele, eu tinha que “me reencontrar com minhas origens”. No judô tínhamos muitas competições, e foi numa dessas competições, anos mais tarde, que conheci Rafael, de quem fiquei muito próximo.

Levei-o para conhecer as coisas do Japão, beber saquê nos restaurantes da Liberdade, mostrei-lhe o cinema, e sempre o ajudava no judô, já que eu estava num nível mais avançado do que ele.

Os anos foram se passando e a nossa amizade aumentando, a ponto de até mesmo meu pai arrumar um emprego no seu estúdio de fotografias para Rafael. Foi nessa época que encontrei a mulher mais bela do mundo, pela qual me apaixonei.

Seu nome era Fujie. Desde que a encontrei, fiz de tudo para conquistá-la, o que, depois de um tempo, funcionou.

Nos casamos no verão passado, nossa lua de mel foi numa estação de águas, onde passamos três semanas – as três semanas mais felizes da minha vida.

Depois de um mês de casados, Fujie parecia diferente, estava mais distante. Pensava que o problema era comigo, que não a fazia feliz. Tentava falar com Rafael, mas o mesmo também parecia estranho, parecia estar escondendo alguma coisa.

E foi em uma noite chuvosa que descobri o motivo de tanta estranheza, algo que eu nunca queria ter visto: Surpreendi Fujie e meu melhor amigo Rafael me traindo.

Senti-me com o coração vazio, lágrimas escorriam pelos meus olhos; se não tivesse visto, não acreditaria.

Não aguentando a traição, me divorciei de Fujie e cortei qualquer tipo de relação com Rafael, mesmo ele tentando se explicar. Mudei-me de volta para o Japão, onde abri uma academia de Judô e me casei novamente com Hatsune, com quem tive dois filhos, Kaneki e Jooheon.

Dessa vez, sem traição.