Sonho de uma tarde de inverno

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Sempre fui muito impulsiva. Isso me custou muito, mas talvez tenha me proporcionado a melhor parte de toda uma vida.

Tudo começou em uma tarde de inverno, quando vi um homem que aparentava ter cerca de vinte e cinco anos sendo linchado por um grupo de moradores atenienses. Pude perceber que o jovem trajava típicas roupas espartanas. Entendi então o motivo de tal violência: Esparta e Atenas estavam em guerra e aqueles moradores achavam que se tratava de um espião. Espartano ou não, se tratava de uma vida, não podia deixar que aquilo continuasse.

– Saiam de perto do meu irmão! – gritei com toda a força que pude, forçando algumas lágrimas para trazer mais vivacidade a minha atuação repentina – Meu pobre irmão voltava de Esparta para se juntar a nós na guerra e vocês o recebem desta maneira? Por acaso têm alguma prova de que ele é um espião? – o silêncio constrangedor entre eles me foi bastante satisfatório – Pois peçam-lhe desculpas e voltem para suas casas!

Depois da confusão, levei o rapaz até minha casa para cuidar-lhe e saber mais sobre sua história. Disse-me que se chamava Netuno e viera a Atenas em busca de estudo mais avançado. Jurou que não me faria mal algum e pediu ajuda e abrigo, estava completamente perdido na nova cidade. Permiti, contanto que também trabalhasse para suprir a casa.

Com o passar dos meses, tornamo-nos de amigos a namorados, e depois noivos. Foi então que me contou toda a verdade: era de fato um espião. Entretanto, sua honra não o permitia que fizesse qualquer coisa que me prejudicasse. Agora apaixonado, estava disposto a lutar contra qualquer espartano que ousasse nos afastar. Eu podia ver sinceridade em seus olhos, mas era doloroso demais saber que tudo era mentira. Fugi para a floresta, ignorando suas súplicas.

– O que faz aqui, humana? Será que já não basta destruírem nosso lar para dar continuidade a essa guerra inútil? Vocês não são os únicos moradores dessa terra! – gritou com voz potente a pequena fada. Dirigi a ela um olhar profundo e a mesma, comovida, perguntou-me: – Por que está chorando?

Contei toda a minha história, e que não sabia que destruíam a floresta por causa dessa disputa sem fim. Solidária, Titânia, rainha das fadas, se mostrou disposta a uma amizade inusitada, disse que conhecia a verdade por trás das palavras humanas, e eu era uma das poucas que a carregava em tudo o que dizia. Foi somente por isso que não me abandonou quando viu chegar Netuno d’entre as folhas, surpreso ao contemplar o ser mágico.  Pelo contrário, se aliou ao meu noivo em suas incessantes desculpas.

– Só o perdoo por causa de Titânia. – disse um tanto relutante, até que ele me abraçasse e prometesse não mais mentir.

Resolvidos os problemas entre nós dois, fizemo-lo ciente da atrocidade ainda maior que as cidades estavam provocando, pois, além de soldados, muitos animais e criaturas encantadas estavam sendo mortos.

– Conheci um duende certa vez, se chamava Oberon. Há a possibilidade de acabar com a guerra se juntarmos todos esses que estão em perigo nas florestas para lutar? – perguntou Netuno, esperançoso.

– Não trabalho com duendes. – Titânia logo o cortou – Não tem a mínima seriedade.

Houve um longo período de negociação entre nós e Oberon, que havia sido encontrado por meu noivo dois dias depois da conversa com a rainha fada, resultando em uma trégua “em nome do bem maior”, argumentei. Casei-me o mais depressa possível, em segredo, já que parte da cidade achava que Netuno era meu irmão. Depois de incontáveis reuniões bolando estratégias e buscando atrasar a produção de armas e carros de guerra, tínhamos um plano concreto, esperando para ser posto em prática. O que queríamos? Executar um feitiço que iludiria ambas as cidades, fazendo-as pensar que haviam vencido, esquecendo-se dos combates e voltando a suas velhas rotinas.

O grande problema era que demandava energia demais, por isso nem as fadas nem os duendes haviam tentado tal coisa, era possível somente por estarmos aliados. Nosso plano se concretizaria logo, se não fosse um detalhe: eu estava grávida. Netuno não permitiria que eu me esgotasse tanto e pudesse trazer problemas ao bebê. Estava muito enganado ao achar que eu aceitaria isso tão facilmente… O tempo correu muito depressa, completado meu oitavo mês de gravidez, tudo estava pronto para acabar de vez com a guerra.

Certo dia, ao adentrar a floresta, deparei-me com uma cena tão inusitada quanto bela: Titânia e Oberon, antes inimigos, se encaravam, o duende acariciava seu rosto enquanto ela sorria. Há algum tempo eu percebia que a rivalidade se tornava, aos pouquinhos, amor, mas não conseguia deixar de me espantar ao vê-los em tamanha demonstração de carinho. Titânia era destemida, defendia seus amigos com a própria vida, ajudava, era uma verdadeira rainha. Oberon, também rei, governava com cautela, aconselhava a todos, tinha uma personalidade mais tranquila, sempre buscando alegrar e encorajar as pessoas a sua volta.  Tão diferentes e tão compatíveis.

Uma última reunião antecedia a realização do feitiço, foi só então que descobrimos que era necessário entrar no combate para todos das tropas serem encantados. Supliquei a Netuno que não fosse, era arriscado demais, não podia perder meu marido tão amado, mas ele não desistiria, era orgulhoso demais para isso. O que me restava era aproveitar o tempo que tínhamos.

Chegado o dia do confronto, próximos ao campo de batalha, escondidos, esperamos. Os soldados posicionados nas fileiras avançavam, era a hora de agir. Netuno me abraçou forte enquanto eu chorava, e deu-me um beijo longo, tão cheio de amor que por um instante achei que nunca nos separaríamos. Ele foi até o centro do local e depositou uma planta com uma pequena fagulha de fogo, que cresceu até uma fumaça esverdeada, contendo os poderes de todas as fadas e duendes, ervas e tudo mais que conheciam, tomar o ar. A fumaça aturdiu os soldados e os fez largar as armas e pôr a cabeça entre as mãos, fechando os olhos e tossindo com força por alguns minutos. Depois do torpor, ainda um tanto confusos, deram meia volta e rumaram a suas cidades, acreditando que haviam vencido. A guerra estava terminada. A floresta e seus moradores estavam salvos. Estes, exaustos após tantos esforços, suspiraram aliviados.

Meu marido caminhava até nosso esconderijo, meu sorriso se desfez quando o vi desmoronar a dois metros de mim. ”Como eu não percebi a flecha em suas costas?”, me perguntava enquanto as lágrimas desciam pelo meu rosto. Comecei a sentir cólicas fortíssimas, ouvia Titânia gritar desesperada que me ajudassem, pois eu estava entrando em trabalho de parto. Duendes e fadas amparavam-nos com uma velocidade absurda, eu e meu marido fomos postos deitados um ao lado do outro, ele segurava minha mão e dizia que tudo daria certo, implorei que não falasse mais, estava perdendo muito sangue, não podia se esforçar. A dor me tomara, gritei até minha garganta doer, e finalmente pude ver o pequeno prematuro, era lindo. Todos choramos emocionados.

Netuno e eu seguramos nosso filho nos braços, era a primeira e última vez que o veríamos. Chamei Titânia e Oberon.

– Minha querida amiga, por favor, me prometa que cuidará dele.

– Vou cuidar como se fosse meu, ele vai crescer sabendo o quão honrados foram seus pais, dando a vida por nós… – ela disse com a voz embargada enquanto soluçava.

– Vocês foram um presente dos deuses, mas esse presente não poderá ficar conosco, que Hades os receba com a glória que merecem. – o rei duende também chorava.

– Não me entristeço por morrer por uma causa tão nobre. – Netuno se virou para mim – Eu amo você, Minerva, mais do que tudo.

– Eu também o amo mais do que tudo.

Com muito esforço, pus minha cabeça em seu peito, abraçando-o. Beijei-o e fechei meus olhos, minha mente se perdia no vazio enquanto minha vida e a dele iam se esvaindo.

– Nos vemos nos Campos Elísios.

A troca de casais

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Após Hérmia e Lisandro se acertarem com o pai da moça, eles finalmente se casaram e resolveram passar a lua de mel na cidade onde seus velhos amigos Richard e Miss Lantry moram. Os recém casados passeavam pela cidade quando, por coincidência do destino, Richard e M. Lantry os encontram e resolvem chamá-los para um chá e eles acabam aceitando.

Richard e M. Lantry estavam passando por uma situação difícil em seu relacionamento, pois a moça acabara de descobrir que o pai do nobre garoto, havia pago um homem para que o congestionamento acontecesse, então ela, acreditando eu o pai pagou o homem a pedido de seu filho, ficou muito chateada e já pensava em separar-se de Richard. Mesmo com as brigas, o casal resolve manter o convite. Durante o chá, Hérmia e Lisandro anunciaram aos amigos:

– Nós vamos nos mudar para essa cidade!

Com essa notícia, os quatro festejaram. Após alguns meses, Hérmia e Lisandro já se mudaram, e a situação de Richard e Miss Lantry vai ficando cada vez pior. Então ela resolve sair de casa e vai pedir a Hérmia para ficar na casa do casal durante alguns dias.

Durante os dias em que a nova hospede ficava na casa dos amigos, Lisandro tem a chance de conhecer M. Lantry melhor e começa a sentir algo diferente por ela, algo além de amizade. Enquanto isso, Hérmia passara a fazer visitas a Richard, que estava sentindo-se muito solitário.

Lantry e Lisandro passaram a se relacionar escondidos, pois Hérmia passava muito tempo fora, na casa de Richard e os amantes ficavam sozinhos durante muito tempo. O mesmo aconteceu com a recém casada e Richard, que também passavam muito tempo sozinhos. Até que, certo dia, ele estava muito sensível por estar sentindo falta de sua mulher, e Hérmia, que há tempos já sentia algo diferente por ele, aproveitou-se da situação e roubou um beijo de Richard que, sem reação, continuou o ato. E a partir daquele momento os dois passam a ter um relacionamento escondido.

O tempo passou, e os casais ainda estavam “trocados”. Certo dia, quando Hérmia estava indo fazer uma de suas visitas a Richard, percebe que teria que voltar à sua casa, pois havia  esquecido seus documentos. Ao chegar ao local, percebe algo diferente, porém prossegue a caminho de seu quarto, passou pela cozinha, sala e finalmente corredor e para à frente da porta de seu quarto, ao abri-la se depara com Lantry e Lisandro aos beijos. Hérmia, sem saber o que fazer ou falar, fechou a porta e dirigiu-se para a sala, onde sentou-se em seu sofá. Segundos depois, o homem vem gritando:

– Meu amor, Hérmia, me perdoe!

– Está tudo bem, na verdade, sou eu quem lhe peço desculpas –  Hérmia responde calmamente. Em seguida, Lisandro pergunta a ela:

– Mas por quê?

– Te trai com Richard… não queria ter feito, na verdade queria sim. No começo as visitas que fazia era como amiga, mas após algum tempo passei a gostar dele de forma diferente. Até que um dia, roubei um beijo e, desde então, temos nos encontrados.

E, naquele momento, que Hérmia termina de falar, Lantry sai de trás da parede, onde ouvia tudo escondida. Os três se olham de forma desconhecida e Lisandro tem a ideia de marcar para que os quatro possam encontrar-se para resolver o ocorrido, as duas mulheres concordam, e Hérmia diz que avisará Richard.

No dia marcado, Hérmia, Lisandro e M. Lantry vão juntos ao local marcado, afinal os três moravam na mesma casa, e Richard estava para ir ao local, porém levava consigo um envelope branco e muito suspeito.

No momento em que todos chegam ao destino, a primeira coisa que os olhos de Richard puderam ver foram os olhos de M. Lantry, com isso ele abriu um sorriso e estendeu a mão dizendo:

– Tome, trouxe esse envelope para você, foi deixado lá em casa pela secretária de papai, ela me deu após seu falecimento

– Seu pai faleceu? Sinto muito, não sabia, meus pêsames! – Diz Miss Lantry estendendo a mão em direção ao envelope.

Na carta escrita pelo pai de Richard, o homem afirma ter planejado o congestionamento sozinho, sem a ajuda de Richard, pois ele é um garoto puro e de sentimentos profundos. Porém, M. Lantry não sente nada a mais por Richard, ela lê a carta de forma surpresa e ao mesmo tempo “fria”. Ao terminar a leitura não fala nada em relação à carta, mas pede aos amigos para que eles possam sentar-se e resolverem o ocorrido de forma breve. Eles sentaram-se e conversaram durante longos minutos, que não pareciam ter fim. Após o término da conversa, os quatro levantam-se e cada um fez um caminho diferente.

Uns dizem que os casais nunca mais voltaram a ser como era antes Hérmia e Lisandro, Richard e Miss Lantry; outros dizem que todos se acertaram. Agora você escolhe o final perfeito!

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A volta da ilusão

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Alda partiu para a Europa, ainda muito triste com fim de sua ilusão, que fazia tão bem a ela… Descobrira na noite anterior que seu amado “Túlio” era Geraldo, um estudante de medicina.

Enquanto isso, Geraldo continua seus estudos. Porém, o tempo faz com que as coisas melhorem. Alda estava estudando em um parque, quando conheceu um homem de valor, ótimo lutador no tatame. Seu nome era Toshitaro. Pareceu amor à primeira conversa! Os dois precisavam falar. Ele contou que sua ex-mulher o traiu com seu melhor amigo. Ela também contou sua história.

Os dois passavam a se encontrar quase que diariamente. Alda descobriu que Toshitaro estava se tornando um lutador de sucesso por toda a Europa. Ela já estava terminando os estudos.

Já Geraldo se tornou um grande médico, rico e casado! No final da faculdade, ele conheceu Marilene. Uma menina alguns anos mais velha, e um pouco metida, como diziam as más línguas! Também era médica, mas não possuía um consultório particular, como Geraldo.

Os dois se casaram na praia, em um dia aparentemente feliz, mas ele sentia falta de Alda Pereira, seu grande amor.

Quando Alda estava prestes a se casar com Toshitaro, recebeu a notícia de que precisaria fazer uma viagem ao Brasil para visitar seu pai. Por coincidência do destino, no dia de sua chegada, Geraldo estava levando Marilene ao aeroporto. Ela iria representá-lo em um congresso no exterior por um tempo.

Geraldo estava de saída quando, de repente, avista Alda. Seu coração bate mais forte e ele corre ao seu encontro, esquecendo-se completamente do anel que enfeitava seu dedo. Ela se surpreende com o inesperado reencontro, e quando estava prestes a sair de perto, Geraldo lhe ofereceu uma carona.

Enquanto isso, Marilene chega à Europa e conhece pessoalmente Tochitaro, de quem já era uma grande fã.

Ela passa a frequentar suas lutas e ele a leva às suas reuniões. Finalmente decide terminar com Alda, pois está completamente apaixonado por Marilene.

Tochitaro fez uma chamada por skype e Alda responde rapidamente. Ele está com Marilene, ela não vê Geraldo desde a carona até o aeroporto.

Tochitaro começa, falando:

– Alda, precisamos coversar! Eu quero terminar!

Marilene completa:

– Estamos apaixonados!

Tochitaro pede:

– Marilene, não se mete!

Alda em choque, responde:

– Tudo bem, eu aceito o divórcio.

E foi isso que aconteceu, os dois se divorciaram e Tochitaro casou-se com Marilene, que é realmente o seu grande amor. Enquanto isso, Geraldo chama Alda para conversar. Ele se declara para ela, contando como ele é, sem nenhuma mentira ou ilusão dessa vez… E, finamente, eles assumem o relacionamento e começaram a viver esse amor.

 

Música tema: https://www.vagalume.com.br/ellie-goulding/love-me-like-you-do.html

Uma Surpresa Para Peter!

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Peter percebeu o erro que cometera, pois a amiga para quem ele havia preparado aquele jantar especial o dispensou. Daphne parecia estar disposta a voltar com ele, se ele insistisse. Então ele pensou consigo mesmo, “o que eu falo? Ela deve estar uma fúria comigo e eu não posso ter a cara de pau de ligar depois de tudo. E se eu só tentar…”

Peter respirou fundo e criou coragem pra ligar:

-Alô?

– Esse tom de voz não está soando bem, sua amiga não gostou do pimentão, é? – Respondeu, Daphne, com um tom debochado.

– Olha, eu sei que foi errado o que eu fiz, mas você pode conversar comigo, pelo menos?

– Bem… da última vez isso não deu muito certo!

– Daphne, para com isso, eu te amo.

– Peter, para…

– Você poderia vir aqui em casa para a gente conversar?

– Claro. Mas, Peter, você lembra aquela batata recheada que você fazia?

– Como iria me esquecer do prato que fazia para você?

– Sim, mas qual era mesmo o ingrediente especial do molho, Peter?

– Pimenta.

– Tudo bem, até mais.

– Como até mais?

– Ué, estou fazendo o mesmo que você fez comigo, eu vou preparar essa receita para um “amigo” meu.

– Daphne!

E os dois ficaram, como diz a música, nesse amor e ódio eterno. Nem se ligavam mais, porém eu acho que algum dia os dois vão perceber que se gostam. Eu acho…

Alfredo me abriu a caixa

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Eu e Alfredo estávamos parados naquela ponte, nos encarávamos como se nossa vida dependesse disso. Quando eu estava prestes a me virar e ir embora, começou a chover. Eu não me importava com isso, mas ele sim. Alfredo insistiu para que fossemos para sua casa, pois era mais perto e eu poderia pegar uma gripe com aquela chuva gelada.

Ao chegar a casa, Alfredo me entregou um roupão para usar sobre a roupa molhada e um copo de chocolate quente, eu agradeci e me sentei na poltrona, que ficava bem em frente ao sofá em que ele se encontrava. Novamente, como se estivéssemos na ponte, voltamos a nos encarar. Estava um silêncio constrangedor, que foi quebrado quando sua voz grave disse:

– Por que você ia me deixar, Stela?

– Você não iria me entender, Alfredo.

– Talvez Stela, talvez eu entenda, só me explique, por favor… – ele suplicava, então resolvi contar o por que.

– Antes de nós começarmos a namorar, eu acho que você já deve ter imaginado isso, eu tive outros namoros ou casos, chame como preferir. E, em todos eles, eu não estou generalizando, literalmente, em todos eles, quando eu contava o meu sonho de viajar pelo mundo, no meu barco, todos diziam relativamente a mesma coisa: “Desculpe, mas acho que deveríamos terminar aqui” e eu perguntava o porquê, e a resposta era quase sempre a mesma: “Por nada , só não combinamos tanto assim”. Eu te contei meu sonho Alfredo, e eu fiquei com medo de você me abandonar, como todos os outros. Então eu pensei, antes que ele me abandone, eu vou o abandonar primeiro. Você entende agora? Entende por que eu quase te deixei? – quando eu terminei minha história, algumas lágrimas já molhavam o meu rosto. Eu achei que ele fosse rir de mim quando eu acabasse minha história, mas o que ele fez me surpreendeu muito, ele me abraçou. Abraçou-me e disse algo que me deixou muito surpresa:

– Stela você gostaria de viajar pelo mundo comigo?

Alguns meses depois…

A Itália era incrivelmente bonita, o Alfredo realmente não tinha sido como meus outros namorados, ele era mil vezes melhor. Itália era o quarto país que visitávamos com o nosso barco.

Estávamos passeando por Roma, quando paramos em uma ponte extremamente parecida com a que quase terminamos, um sentimento de nostalgia me atingiu, eu fiquei um pouco triste e Alfredo disse algo que só piorou tudo:

– Preciso falar algo bem sério com você Stela.

– O que você precisa falar comigo Alfredo? – perguntei, receando uma resposta.

Ele simplesmente me virou as costas. Para mim já estava claro o que ele queria dizer, me virei chorando e quando dei o primeiro passo para ir embora sinto mãos me envolverem em um abraço e alguém sussurrar em meu ouvido:

– Eu nunca te deixaria Stela, você sabe disso. Quer casar comigo? – eu me viro com um enorme sorriso no rosto, e vejo Alfredo com uma caixa que continha um lindo anel dentro.

– Casar com você?! Sim Alfredo! Claro que eu aceito. Eu te amo!

– Eu também Stela! Eu também te amo!

A Moça Tecelã: Em Busca da Vingança

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Após três meses de sofrimento, devido seu ex-marido interesseiro, a moça não queria apenas destecê-lo da história, então resolveu que se vingaria contra seu ex, fazendo-o sentir o que ela sentiu. Assim, para dar início a sua vingança, ela começou a tecê-lo, novamente.

Horas depois, ele enfim reapareceu, no entanto a moça havia tecido um lugar onde ele ficaria, isolado  dos moradores da cidade.

O objetivo da moça era fazê-lo sofrer de solidão, mas, lá no fundo do seu coração, não conseguia deixá-lo ali sofrendo. Ela tentava resistir a isso, tendo então vontade de tecer outros companheiros, porém todos demonstraram serem interesseiros, após saber da habilidade de tecer e o último homem, ao descobrir sobre a habilidade, pensou em vários planos para conseguir tudo que queria, usando-a. Então ele, após pensar tanto a sequestrou, e a levou para uma casa abandonada, onde a ameaçaria se não tecesse para ele o que quisesse.

A moça ficou dias nessa casa enquanto seu ex-marido tentava escapar de onde estava, mas quando finalmente saiu de lá, foi para a cidade tentar se reconciliar com ela, pois, os dias em que ficou preso, o fez pensar nas coisas que fez de ruim, tornando-o então um homem humilde e bondoso.

Quando chegou à cidade, foi perguntando às pessoas do vilarejo como chegaria à casa da moça, porque não conhecia muito bem a cidade, já que, quando foi destecido, esqueceu tudo que não fosse relacionado à moça.

Enfim, chegou a casa, chamou, chamou, mas ninguém o atendia, então foi entrando, e ficou surpreso ao ver a casa vazia, foi perguntando aos vizinhos se sabiam onde ela estava e um deles falou ter visto um homem tirando à força a moça de sua casa.

Após dias, em que seu ex-marido recolhia informações, ele foi em busca da moça, que para ele se tornou seu verdadeiro amor. Chegando lá, ele se surpreendeu ao ver que o homem estava com ela, era seu irmão. Eles conversaram, esclareceram toda a história, mas os dois ainda queriam a mesma moça, mas com intensões diferentes. Para que o ex-marido conseguisse a moça, teve que dar uma lição em seu irmão, e a resgatou, provando a ela seu verdadeiro amor. Depois, ao voltarem à cidade, ela finalmente conseguiu ser feliz e ter os filhos que tanto queria, e nunca mais se sentiu sozinha na vida.

Link da música: https://www.youtube.com/watch?v=aUCrEEcVkVw

O outro lado da verdade

Desperate blonde reaching for boyfriend against blackboard

Antenor voltara ao trabalho, já estressado pensando no baile de primavera ao qual teria de ir acompanhando sua namorada. Ele odiava esse tipo de festa, mas Isabella havia lhe implorado tanto que ele acabou cedendo.

Chegaram um pouco atrasados, devido ao pequeno trânsito e à demora de Isabella para se arrumar. Assim que chegaram, a moça foi falar com uns conhecidos, deixando Antenor de lado.

Menos de dois minutos após ser deixado por Isabella, uma garota meio baixa, de cabelos loiros, olhos castanhos e com uma expressão de nervosismo veio falar com ele. Antenor, que nunca levara jeito para socializar e já estava estressadíssimo, fez alguns comentários rudes, que ele esperava que tivessem soado como piadas, apesar de terem um quê de verdade, e se retirou para fumar.

Pouco depois achou Isabella, que já estava cansada de tanto dançar valsa, e a convenceu a ir embora para casa, pois tinha que trabalhar na manhã seguinte.

Na volta do baile, ocorreu a discussão de sempre: “Por que não para de fumar?”, “Você nunca se manterá em um trabalho”, “Espero que esse dê certo”, “E as contas para pagar?”. Esse era o bate-boca diário.

A manhã do dia seguinte foi comum. Transporte cheio, típica manhã da General Osório. Sorte a dele que a loja em que trabalhava ficava em uma rua próxima, mas bem menos movimentada, e até um pouco difícil de achar. Pelo menos era o que todos diziam, e o que Antenor pensava, até que viu a mesma garota da noite anterior, que falara com ele no baile, entrando pela porta. Decidiu fingir que não a conhecia, afinal devia ter vindo para comprar algo. Não, dessa vez, ela havia ido procurá-lo, pelo que aparentava. “Meu Deus! Tanto trabalho só para ver minha pessoa? Acho que não”, era o que pensava Antenor, mas a menina parecia se esforçar para demonstrar o contrário. “Agradeço a visita, qualquer hora dessas dou uma ligada”, mas não ligou. Não que precisasse, já que a menina ligava para o trabalho de Antenor e desligava após ouvir o “Alô?” quase todo dia, umas três vezes.

Antenor chegava a casa já irritado, ainda tendo que lidar com os ciúmes de Isabella por essa garota que nenhum dos dois sabia ao certo quem era. Chamava se Aline, ou Amanda, alguma coisa com A e trabalhava ali no salão mesmo.

Mais ligações nos dias que se seguiram, Antenor já gritava ao telefone, independentemente de quem fosse do outro lado da linha. Recebeu mais uma, duas, cinco ligações e, pelo que aparentava, também havia um amigo da garota envolvido. “Estou comprometido, se um dia me der na telha, EU MESMO TELEFONO!”, gritou pela última vez. Depois de tanto transtorno e gritaria, ao ser chamado pelo chefe, não precisou nem adivinhar quem era. “Eu mesmo me retiro”, respondeu com voz baixa, assim que entrou. Orgulhoso como era, preferia se retirar a ser retirado. Chegando a casa, a briga foi feia. Isabella, com sua cabeça quente e temperamento explosivo, chegou a quebrar alguns copos. Chamaram a polícia. “Nada de mais, senhor policial”, dizia Isabella, um pouco envergonhada. Depois disso, sem gritaria. Uma ignorada aqui, uma troca de olhares de raiva e tristeza ali, um beijo rápido e frio e um boa noite seco. Afinal, não é bom dormirem brigados.

Já se passavam dias, após o episódio do telefone, sem mais ligações. Mas vinham diversas cartas. Todas falando quase a mesma coisa. “Esse relacionamento não lhe faz bem”, “Pode arranjar coisa melhor, como eu”, “Eu te amo mais que tudo” e alguns versos bonitos de uma música, poema ou livro.

Mais algumas cartas, mais alguns presentinhos, mais alguns dias. Num belo fim de tarde chuvoso, lá estava a menina. Toda encharcada, parecendo um cão que caiu do caminhão, esperando Antenor sair do serviço novo.

Antenor, que não pôde deixar de sentir pena, abrigou a garota embaixo de seu guarda-chuva surrado, levou-a para o ponto e a colocou dentro do ônibus.

A menina estava ficando desesperada. A fofoca na vizinhança se espalhava rapidamente. Foi até procurar Alzira, a velha do bairro que mexia com magia negra, pelo menos era o que diziam. E para isso Antenor respondia: “não poderia me importar menos”, afinal, dali a alguns meses  se casaria com sua amada.

Fora os transtornos e fofocas que a garota trazia para sua vida, estava tudo muito bem para Antenor. Casamento marcado para muito breve. Ansioso. Nervoso. O trabalho pelo menos estava fixo até agora. As contas, pagas. E olhe só, não fumava há quase um mês.

Finalmente se casou. Feliz da vida, os anos foram passando. Lugares diferentes, empregos diferentes, nada que atrapalhasse o amor do casal. As contas continuavam pagas, houve recaídas, mas já era o segundo semestre sem um cigarro na boca. Mais alguns meses, e veja! São gêmeos! Ainda recebia cartas de vez em quando, a menina se casou com Gilvan, grande amigo, “baita salvação que ele foi”. “Deve ter criado um apego por mim”, pensava Antenor, ao receber as cartas da menina que falavam sobre a vida dela, e como ela havia seguido em frente, recebia um pedido de desculpas em todas elas. No entanto, mal sabia ele que ela estaria a esperá-lo na estação no próximo domingo.

 

 

 

 

 

Música: https://www.vagalume.com.br/coldplay/shiver-traducao.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dois Milionários e uma Desconhecida

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Os mais velhos dizem que temos apenas duas chances de sermos ricos nesta vida: a primeira, é na hora de nascer; a segunda, na hora de casar. Desperdiçadas essas chances, pronto, vai ser pobre pelo resto da vida.

Emílio nasceu e cresceu na cidade de Barbacena, morava em um bairro humilde, em um barraco feito de tijolos podres e cimento velho. Sua mãe, empregada doméstica, não ganhava o suficiente para pagar as contas; seu pai, segurança do prédio pertencente à família mais rica da cidade, ganhava mais que sua esposa e, mesmo assim, não era o bastante para sustentar sua mulher e três filhos.

Emílio, o filho mais velho, trabalhava desde pequeno, fazendo bicos aqui e acolá. Sempre quis mais, sonhava em morar em uma mansão, ter helicópteros, computadores, vários empregados a sua disposição e muito mais. Sua mãe, de cara, já percebera a ganância e fome de dinheiro de seu filho. Ouvia-se muito ela dizer:

– Emílio já encontrou o amor, o nome de sua parceira é Dinheiro, por ela esse menino faria qualquer coisa, amor verdadeiro esse.

Com vinte e cinco anos de idade, o filho do segurança do prédio da família mais rica de Barbacena encontrou-se com a filha mais nova dessa família: um encontro ao acaso,  indo visitar o pai, Emílio esbarrou nela sem querer. Foi amor à primeira vista, ela apaixonou-se por ele e ele pelo dinheiro dela.

Não tardou para começarem a se encontrar todo dia no mesmo prédio, demorou menos ainda para começarem a namorar e logo ele fez o pedido tão esperado. Ajoelhado em um restaurante, perguntou:

– Dinheiro, digo, Gisele, quer casar comigo? – Ela, toda apaixonada, aceitou, e ele, muito contente por não ter desperdiçado a segunda chance, começou a preparar o festejo.

Não conseguiram ter filhos, mas ninguém ficou abatido, para Gisele apenas Emílio importava, e para Emílio, bem, não é preciso repetir.

Contudo, o tempo passou e Emílio percebeu que não só de mansões e carros de luxo o homem vive, estava faltando alguma coisa. Mais empregados? Uma casa maior? Computadores mais modernos? Ele não sabia dizer.

Um belo dia, andando no shopping, Emílio se deparou com o que faltava na sua vida. Ela era linda, com feições delicadas e simples, um rosto que seria fácil de esquecer se não fosse tão hipnotizante e marcante, era aquele tipo de rosto que se você olha uma vez não chama atenção, mas quanto mais você olha, mais bonito vai ficando, sempre.

O homem rico aproximou- se enquanto ela lia um livro, “O Corcunda de Notre Dame”, e começou a conversar, perguntou seu nome. “Carolina” foi a resposta, dita de forma tão suave e doce que até os anjos pararam para ouvir.

Desconfiada no início, a moça não deu muita atenção ao homem, porém, aos poucos, foi se encantando por aquele rico, aparentemente muito superficial, mas com a mente tão profunda e surpreendente quanto o universo.

Passaram sempre a se encontrar no mesmo shopping, apaixonaram-se aos poucos, aquele tipo de amor que se constrói peça por peça, como um quebra-cabeça, no início impossível de construir, confuso demais, mas, com o tempo, nota-se uma imagem linda e simples de ser compreendida.

No começo Emílio enganou Carolina, mas, depois de um tempo, depois que estavam completamente apaixonados, ele contou sobre sua esposa. Espantosamente, Carolina não se importou, ela o amava e sabia que Emílio, ganancioso como só ele, não largaria o dinheiro. Aceitou, portanto, ser a amante, a tão famosa “outra”.

E Gisele, não desconfiava de nada? Muito pelo contrário, ela sabia de tudo, desde os encontros no shopping até os eventuais encontros carnais em lugares mais reservados. Mas ela amava muito Emílio para abandoná-lo e sustentou isso por um tempo, até seu orgulho gritar em sua cabeça dizendo que ela não merecia tal humilhação.

Foi em uma tarde nublada, o vento uivava como uma amante em seu ocasional encontro com o outro, uivava quase tão alto quanto o som do revólver. Dois tiros seguidos, secos, limpos, sem gritos ou correria. Depois, um último disparo, executado da mesma forma. Horas depois encontraram os corpos, um casal de milionários, membros da família mais rica de Barbacena, e uma mulher, até então desconhecida. Disseram que a desconhecida e o milionário eram amantes, e a milionária matou os dois e depois se matou. A polícia deu ao caso o nome de “Os Amantes”.

Fernando e Fernanda (continuação)

amor

Passados vinte cinco anos, o sentimento entre Fernando e Fernanda era o mesmo, embora estivesse adormecido em seus corações.

Fernando levava sua vida tranquilamente, viajando o mundo e ficando cada vez mais famoso como médico. Nossa querida Fernanda passou a vida dando sorrisos falsos, à espreita de Soares, que se tornou um marido ciumento e agressivo.

A família, antes tão unida, se via totalmente afastada.

Fernando visitava a Itália no momento que recebeu a notícia que o deixou completamente desnorteado e o fez voltar imediatamente para o Rio de Janeiro: Madalena morrera.

Fernanda cortava batatas quando o telefone tocou. Não conseguia parar de chorar, não conseguia aceitar que nunca mais veria a sua mãe.

No enterro, Fernando e Fernanda quase não reconheciam seus rostos, ¨flashes¨ de suas infâncias passavam em suas cabeças. Até que os olhares dos antigos amantes se encontraram. Seus corações foram tomados por sentimentos que nem os próprios conseguiam explicar. Saudade, remorso e tudo mais misturado.

Quando foram repartir a herança, foi impossível evitar a conversa. Depois de tantos olhares, os dois ¨irmãos¨ mataram a curiosidade. Conversaram sobre suas vidas, tão vazias até então, relembraram a infância e, com as memórias, afloraram diversos sentimentos, tão puros no passado, tão intensos agora. Um, em especial, se destacava: o amor.

De um instante para o outro suas mãos estavam grudadas como se fossem feitas uma para a outra. No calor do momento, o inesperado aconteceu: um beijo.

Depois daquilo, os dois não conseguiam se encarar mais. O ar começou a ficar escasso naquela sala de espera do escritório. Até que Fernanda decidiu voltar para casa. Sua cabeça parecia um emaranhado de pensamentos.

No escritório, Fernando só conseguia pensar naquele beijo e, tomado pela loucura, abriu mão de toda a sua parte da herança para Fernanda e decidiu se divorciar de sua esposa.

Ao chegar a casa, Fernanda se deparou com um envelope rosa, que não via há muito tempo; era uma carta de Madalena, escrita um dia antes de sua morte. Na carta, ela pedia a Fernanda uma única coisa: que seguisse seu coração.

Com os olhos encharcados de água, foi correndo para os braços de seu único amor, mais conhecido como Fernando.

Um ano depois da morte de Madalena, já divorciados, os dois amantes estavam novamente na casa de sua infância, dessa vez, finalmente, casando.

 

Sonho de Amor

Era uma tarde de verão na cidade de Florândia no interior do Rio de Janeiro, onde o jovem Francisco ia para a sua faculdade de medicina, estudava na UFM (universidade federal de medicina) umas das mais importantes do estado.

Estava sempre acompanhado de seu amigo Eduardo Marinho, eles se dirigiram à sala, a professora chega e apresenta a estagiária Nyvi, uma moça bonita e jovem, mas nem tanto jovem quanto Francisco, foi amor à primeira vista.

Mais tarde, Francisco vai buscar seu irmão na escola. Pitu, um rapaz um tanto esperto, mas não era dos melhores em álgebra.

Pitu pergunta se está tudo à Francisco, pois ele estava bem contente. Francisco, por sua parte, não prestou atenção, pois pensava apenas em Nyvi.

No outro dia se repete o ciclo de Francisco só olhar para Nyvi. Até que ela nota e vai conversar com ele. Eles conversam juntos e notam que têm muito em comum, na hora da saída, Francisco a convida para ir à quermesse do outro mês, ela aceita.

Francisco chega a casa e sua mãe o manda ir comprar leite, ovos e salsicha no mercado com Pitu seu irmão. Chegando lá Pitu nota Nivy conversando com outro rapaz, esse cara era Caio, filho de um dono de fábrica de automóveis, muito rico, ele a pede em casamento e oferece um belo dote a moça, Francisco fica muito triste e decidi contar tudo que sente a ela na quermesse, pois ele não estava disposto a perdê-la.

Chega então o dia, ela estava mais bonita do que nunca para Francisco, que por sua vez estava todo elegante, e Pitu foi com sua namorada Marina no carrossel. Eles passeiam bastante, brincam em diversas barracas.

Até que eles param e chegam a uma mesa onde Francisco decidiu contar tudo o que sentia para Nivy, entretanto chega Caio e, sem enrolar, fala para que ela se case com ele ou terá consequências terríveis não apenas para ela, mas para toda sua família, e ele a agarra.

Francisco ficou muito irritado e dá um soco na boca de Caio, que cai no chão desnorteado e foge, pois ficou muito assustado. Francisco conta tudo a Nivy, que o compreende, mas ela disse que não podia aceitar, pois era comprometida.

Francisco entra em choque, pois ele de fato a amava. Ela vai embora e Pitu leva seu irmão choroso para casa. No dia seguinte na escola, Nivy e Francisco se encontram, Francisco a trata com indiferença, ela fica ressentida pela maneira que ele a tratou e se retira sem dizer nada, naquele momento Francisco percebeu que aquilo tudo que ele sentia era só um sonho, um sonho de amor.

Música: All of Me – Jonh Legend

Autores: Caio Moraes; João Vitor; Pedro da Cruz

amor

A Traição de Fujie

adulterio

Não acredito que estava fazendo aquilo.

Já era outro dia, voltara a casa de madrugada, com minha cabeça quase explodindo e perdido em pensamentos. Rotina lenta, cansada como minha mente. A única coisa que pensava era contar tudo, apanhar até não poder mais, ou simplesmente que Fujie desaparecesse do nada, que tudo aquilo não tivesse acontecido.

No judô, era aparente meu cansaço: movimentos lentos e previsíveis, yukos, basaris. Até que Toshi percebe e pergunta:

-O que houve? Parece que você ficou acordado por dias! Aconteceu algo?

Minha vontade era de contar tudo, ali mesmo, acabar com tudo. Que nada.

-Estou bem, só não consegui dormir mesmo. Vamos continuar.

Já era tarde. Voltei a casa passando pelo Teikam, Fujie me olha com um olhar safado. Não conseguia esquecer. Tentei dormir, e nada.

Assim se repetia pelos próximos sete dias: acordava, trabalhava, Judô, Fujie, dormia mal. Já não aguentava mais, minha vida estava em lástimas. Resolvi contar.

Reuni-me com Toshi depois do judô. Desabafei tudo, chorando, implorando por ser agredido, por ser esquecido, ou qualquer coisa pior que isto.

Toshi não expressava reação, parecia pálido, um fantasma. Em instantes, chamou Fujie, pedindo explicações sobre tudo que ouviu. Essa foi minha surpresa.

-Não acredito que você fez isso com meu amigo! Tentando-o contra mim desse jeito, sua maldita!

Não acreditava que estava ouvindo aquilo, os dois começaram a discutir e Fujie foi expulsa de casa. Toshitaro se virou, e, com toda frieza, disse:

-Não posso te culpar pelo que aconteceu, temos nossos impulsos e, às vezes, não conseguimos nos controlar. E mais, uma amizade verdadeira é mais valiosa que um amor!

Estava aliviado, em paz, aquilo realmente me fez bem.

Meses depois conheci uma mulher, acabou de entrar no Judô, estamos juntos até o momento. Carla é realmente especial, assim como a amizade de Toshitaro.